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Economia

Antigo vice-presidente do CDS diz que redução da TSU será rombo orçamental

Antigo vice-presidente do CDS diz que redução da TSU será rombo orçamental

O presidente da Unicer, António Pires de Lima, confessou, terça-feira à noite, ter dúvidas em relação ao impacto da redução da taxa social única na competitividade das empresas, realçando que vai significar um rombo orçamental.

"Tenho dúvidas se esta nova fé na competitividade, através da redução da TSU, vai fazer uma diferença substancial na competitividade da economia", afirmou o gestor, considerando que "vai significar um rombo orçamental com impacto reduzido".

Num jantar debate sob o tema "O que É Nacional É Bom", Pires de Lima defendeu que o Governo deve estudar "bem" a medida, prevista no acordo com a troika e no programa do governo PSD/CDS-PP, "para não pôr em causa a saúde dos contribuintes portugueses, porque no final são os contribuintes que pagam".

O antigo vice-presidente do CDS-PP realçou que "só uma redução drástica da TSU, não inferior a dez por cento, teria impacto na competitividade das empresas", contrapondo que "nesse caso, abrangendo toda a economia, custaria quatro mil milhões, mas se fosse tomada em relação aos bens transaccionáveis custaria 700 milhões de euros".

António Pires de Lima afirmou que "os contribuintes portugueses estão extenuados do voluntarismo político a que se vem assistindo desde o PREC" [Processo Revolucionário Em Curso].

O novo Governo tem a intenção de cortar a TSU para conseguir "uma redução substancial" nos custos das empresas, a compensar com mais cortes na despesa e ainda "medidas na área dos impostos indirectos".

Enquanto "político não executivo", como se denominou, o economista considerou que para Portugal ser mais competitivo tem que reformar a Justiça, porque "é muito difícil atrair investimento estrangeiro de qualidade se o Governo não conseguir implementar reformas para que Estado de Direito não seja uma palavra vã".

Ao nível da legislação laboral, acrescentou, "é preciso fazer progressos sobretudo ao nível dos despedimentos individuais, porque com a actual legislação é caro, moroso e difícil", contrapondo que "em matéria de despedimento colectivo, Portugal já está demasiado flexível".