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António Ramalho é o novo presidente da REFER

António Ramalho é o novo presidente da REFER

O Governo designou esta quarta-feira António Ramalho como presidente do conselho de administração da REFER e José Luís Ribeiro dos Santos como vice-presidente.

O Conselho de Ministros designou ainda como vogais José Saturnino Serrano Gordo (que era da administração das Estradas de Portugal), Alberto de Almeida Diogo (que estava na administração da REFER), Vanda Nogueira (que estava nas Estradas de Portugal), José Couto Osório (que exercia funções na comissão de planeamento para a fusão entre a REFER e as Estradas de Portugal) e Adriano Sousa Moreira.

O agora presidente do conselho de administração conjunto entre a REFER e as Estradas de Portugal, António Ramalho, já era presidente das Estradas de Portugal, enquanto o vice-presidente, José Luís Ribeiro dos Santos, desempenhava funções como vice-presidente da REFER.

Segundo o ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes, que falava na conferência de imprensa realizada no final do Conselho de Ministros, esta nova equipa irá "preparar a fusão definitiva" da REFER e das Estradas de Portugal.

No comunicado do Conselho de Ministros é ainda referido que no processo de designação dos novos membros do conselho de administração da REFER "foi ouvida a Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública, que se pronunciou favoravelmente sobre estas nomeações".

"Os conselhos de administração da REFER e da EP - Estradas de Portugal, SA são integradas pelos mesmos administradores, que exercem funções em regime de acumulação, tendo sido estabelecido que os administradores auferem apenas uma remuneração e não beneficiam de qualquer remuneração adicional", é também referido no comunicado do Conselho de Ministros.

A Infraestruturas de Portugal, nova empresa que nascerá da fusão, contará com mais de quatro mil trabalhadores - dos quais 1.090 da Estradas de Portugal e 2.955 da REFER - e será gestora de 13.515 quilómetros de rodovia e 2.794 quilómetros de ferrovia.

O Governo defende que a fusão permitirá obter ganhos de eficiência muito relevantes, designadamente ao nível da contratação externa, da eliminação da sobreposição de estruturas internas comuns às duas empresas, da redução de encargos por via de economias de escala e de uma melhor afetação dos recursos disponíveis.

Em julho, o ministro da Economia, Pires de Lima, adiantou que a fusão das duas empresas públicas "garante uma poupança, no mínimo, de 50 milhões de euros no próximo ano" e depois, em ano corrente, a partir do quarto ano, poupanças superiores a 100 milhões de euros.

A fusão entre a REFER e a EP está prevista no Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas (PETI3+), aprovado em Conselho de Ministros a 03 de abril.

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