Economia

Armazéns fechados e lojas vazias na "Chinatown"

Armazéns fechados e lojas vazias na "Chinatown"

"É em todo o lado." À porta da loja, Wang Tianshou não esconde o desalento. Na outrora próspera Zona Industrial da Varziela, em Vila do Conde, chegaram a ser 170 armazéns e lojas e 600 chineses.

Agora, na "Chinatown" (como é conhecida), muitos armazéns fecharam e, apesar dos preços baixos, a época natalícia não trouxe mais gente.

"O movimento é cada ano pior. A crise é para todos", diz, resignado Wang Tianshou, junto à loja da cunhada, e presidente da Associação Comercial dos Chineses em Vila do Conde, Yang Zhilian. Aos 46 anos, Wang é uma espécie de líder na Varziela.

Aponta as lojas vazias e os muitos armazéns à venda. Em 2003, a pneumonia atípica "arrasou" com os restaurantes chineses. Chegaram a ser 500 no país. Agora, diz, talvez não cheguem a cem. Os donos começaram a abrir "lojas dos chineses", onde se vende quase tudo, a preços baixos. Mas as lojas são "mais do que muitas", a crise acentuou-se e o negócio "está cada vez pior".

"Às vezes, venho cá. Tem preços baixinhos, mas a gente tem medo de andar aqui", diz Albina Maia, uma das poucas clientes que, ontem à tarde, ferquentava a zona.

Também Wang confirma: depois da manifestação da comunidade chinesa, há dois anos, por causa da falta de segurança na Varziela, a situação melhorou, mas agora "está outra vez a ficar mau".

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