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Economia

BES quer financiamento de 1,25 mil milhões de euros com garantia do Estado

BES quer financiamento de 1,25 mil milhões de euros com garantia do Estado

O Banco Espírito Santo anunciou esta segunda-feira ter solicitado ao Banco de Portugal a concessão de uma garantia do Estado Português para um financiamento através da emissão de obrigações não subordinadas de até 1,25 mil milhões de euros.

A maturidade deste financiamento será de três anos, de acordo com o comunicado enviado pelo banco à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), no qual o BES informou que o Banco de Portugal lhe solicitou a alteração dos estatutos, "de modo a conferir autorização ao conselho de administração para deliberar aumentar o capital social no caso de um eventual acionamento da garantia a ser prestada pelo Estado Português".

Assim, o banco convocou uma assembleia-geral extraordinária para o próximo dia 9 de Junho, pelas 9.30 horas, num hotel em Lisboa.

"Adicionalmente, a alteração de estatutos proposta visa dotar o conselho de administração de maior flexibilidade na execução do programa financeiro de médio prazo do Banco Espírito Santo, nomeadamente para permitir, sendo necessário, novas emissões de obrigações com garantia do Estado e/ou eventuais aumentos de capital nos próximos cinco anos", anunciou o banco liderado por Ricardo Salgado.

A assembleia-geral deverá ainda deliberar sobre a eliminação do valor nominal das acções do banco, de acordo com o BES.

O BES vai usar as garantias estatais pela segunda vez, sendo um dos seis bancos que já tinham avançado com emissões de dívida garantida pelo Estado português, uma medida que foi criada no auge da crise financeira de 2008 e cujo valor global de utilização ascendeu até ao momento aos 5.675 milhões de euros.

Uma utilização bastante aquém do montante total inicialmente de 20 mil milhões de euros disponibilizado aos bancos para o reforço da estabilidade financeira e da disponibilização de liquidez, de forma a manterem o financiamento às empresas e às famílias.

Até ao anúncio desta segunda-feira, o BES e o BCP usaram 1,5 mil milhões de euros cada um, a CGD utilizou 1,25 mil milhões de euros, o Banif garantiu 550 milhões de euros, o Finantia 100 milhões de euros e o Banco Invest 25 milhões de euros.