Economia

Botija de gás social avança em 2018 em parceria com a Cepsa

Botija de gás social avança em 2018 em parceria com a Cepsa

A botija de gás social, dedicada às famílias economicamente vulneráveis, vai avançar no próximo ano, através de um projeto-piloto em parceria com a petrolífera espanhola Cepsa.

"Vamos ter uma primeira fase, um projeto-piloto, para ver como funciona a garrafa social em alguns municípios do país para depois criar em Portugal um regime equiparado à tarifa social da eletricidade e do gás natural", afirmou, esta quinta-feira, o secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, à margem da Convenção de Gás da Cepsa, a decorrer em Lisboa.

Em declarações aos jornalistas, Jorge Seguro Sanches manifestou "total disponibilidade para trabalhar com as empresas para que os consumidores possam ter preços de gás de garrafa, nomeadamente em situação de rendimentos mais baixos, equiparado ao que acontece com outras fontes de energia [gás natural]".

"Estamos a trabalhar com base na proposta da Cepsa para Garrafa de Gás Solidária e espero que outras empresas se juntem", acrescentou.

De acordo com o diretor-geral ibérico de gás da Cepsa, Filipe Henriques, o protocolo com a petrolífera espanhola ainda terá que ser negociado com o Governo, a quem cabe definir os preços a serem praticados bem como quem serão os beneficiários de gás de garrafa a preço mais acessível e a rede de distribuição.

"Nós pensamos poder ter os sistemas de informação que suportam esta venda disponíveis no 2.º trimestre do próximo ano", adiantou o responsável.

A rede de distribuição do gás solidário terá que passar pelas autarquias, isto é, ser feito à margem da tradicional rede de distribuição, enquanto que os critérios de atribuição deverão ser semelhantes aos da tarifa social da luz e do gás natural, que atualmente beneficiam cerca de 840 mil famílias.

Em setembro, o PS admitiu criar uma tarifa social para o gás de botija, à semelhança do que existe atualmente para os consumidores economicamente vulneráveis da eletricidade e do gás natural.

Em debate no plenário sobre as propostas de projetos de lei apresentadas pelo PCP e pelo PAN, que estabelece um sistema de preços máximos para o gás de garrafa, e um projeto de resolução do BE, que também recomenda a criação de um sistema de preços máximos das botijas de gás, o deputado do PS Hugo Costa admitiu a criação de "uma tarifa social sobre este setor para beneficiar os consumidores mais desfavorecidos".