Economia

Bruxelas admite desemprego "inaceitavelmente alto" na Europa

Bruxelas admite desemprego "inaceitavelmente alto" na Europa

A Comissão Europeia reconheceu, esta sexta-feira, que o desemprego na União Europeia, que afeta quase 26 milhões de pessoas, continua "inaceitavelmente alto" e sublinhou a necessidade de os Estados-membros darem prioridade à criação de emprego.

"O nível de desemprego na Europa permanece inaceitavelmente alto", afirmou o porta-voz do comissário europeu do Emprego e Assuntos Sociais, Jonathan Todd, num comentário aos dados divulgados hoje pelo Eurostat, que apontam para uma taxa de desemprego de 11,7% na zona euro, em outubro, e de 10,7% na UE, valores superiores aos registados no mês anterior.

Falando na conferência de imprensa diária do executivo comunitário, em Bruxelas, Jonathan Todd, disse que as divergências entre os Estados-membros ao nível do emprego e da situação social são "maiores do que nunca" e apelou para que os 27 apliquem "urgentemente" as recomendações adotadas pelo Conselho Europeu, em julho, e as medidas delineadas pela Comissão Europeia, em abril.

"A situação crítica ao nível do desemprego demonstra a necessidade de pôr fim à atual crise económica e dar prioridade à criação de emprego", defendeu, referindo que o desemprego na Europa está a atingir níveis "historicamente elevados".

Em relação a setembro deste ano, a taxa de desemprego subiu de 10,6% para 10,7% na UE a 27 e de 11,6% pata 11,7% na zona euro.

O aumento é mais expressivo quando é feita uma comparação com outubro do ano passado, altura em que a taxa de desemprego na zona euro era de 10,4% e na UE de 9,9%.

Entre os Estados-membros, as taxas de desemprego mais elevadas pertencem a Espanha (26,2%), à Grécia (25,4%, valor referente a agosto) e a Portugal (16,3%).

De acordo com os dados hoje divulgados pelo Eurostat, em outubro, existiam 25,913 milhões de pessoas desempregadas na UE, das quais 18,703 milhões na zona euro.