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Entrevista

Carlos Costa nega que tenha tido mão nos créditos tóxicos da Caixa

Carlos Costa nega que tenha tido mão nos créditos tóxicos da Caixa

O governador do Banco de Portugal garantiu, esta terça-feira, que não teve qualquer responsabilidade nos 25 créditos tóxicos concedidos e que provocaram um rombo nas contas da CGD. Carlos Costa defende ainda que das vezes em que participou no Conselho de Crédito foi para assegurar o quórum necessário.

"Os créditos mencionados na auditoria independente foram créditos em que não participei", disse Carlos Costa, numa entrevista concedida à SIC, nesta terça-feira à noite.

O governador do Banco de Portugal (BdP) começou por negar a sua participação na aprovação dos créditos concedidos pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) e que se revelaram ruinosos para o banco público.

Costa disse mesmo que nunca esteve em reuniões em que fossem tomadas decisões que fossem lesivas para a Caixa e que não esteve presente em "qualquer movimento que lesasse os interesses da CGD do ponto de vista da concessão de crédito. "Não participei na decisão dos 25 grandes créditos que geraram perdas à CGD", afirmou.

"Só ocasionalmente", sublinhou, estava presente no Conselho Alargado de Crédito e a sua presença nas reuniões era apenas para "assegurar que havia o número de administradores necessários" para as reuniões.

Sobre "a operação de crédito a Vale de Lobo, em que a CGD decidiu participar", tendo-se revelado depois um dos créditos mais tóxicos para o banco público, "foi decidido num conselho alargado onde não estava presente", explicou.

O atual governador do BdP foi administrador não executivo da CGD entre abril de 2004 e setembro de 2006 e tem estado no centro da polémica que surgiu com a auditoria da EY .

Sobre esse período, Carlos Costa foi taxativo: "entre 2004 e 2006 nunca presenciei qualquer atitude ou qualquer movimento que lesasse os interesses da CGD do ponto de vista da concessão de crédito".