Economia

CDS-PP diz que situação da Madeira é de "gravidade extrema"

CDS-PP diz que situação da Madeira é de "gravidade extrema"

O porta-voz do CDS-PP, João Almeida, considerou esta sexta-feira que a situação financeira da Madeira é de "uma gravidade extrema", mas elogiou a "isenção e transparência" do Governo que transmitiu a "real situação" da região autónoma.

"A real situação da Madeira, como já tínhamos dito, é de uma gravidade extrema, portanto neste momento a divida da Madeira corresponde por habitante a mais de 23 mil e 500 euros, ou seja, é um peso totalmente insuportável", afirmou João Almeida, em declarações aos jornalistas no Parlamento, numa reacção ao relatório sobre as contas da Madeira apresentado esta sexta-feira.

Segundo adiantou em conferência de Imprensa o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, a Região Autónoma da Madeira tem uma dívida de 6.328 milhões de euros.

Sublinhando a "isenção e transparência" demonstrada pelo Governo ao transmitir aos portugueses a "real situação da Madeira", João Almeida defendeu que é altura de acabar com este tempo de "governação de quem não sabe governar sem ser a gastar, de quem não sabe governar sem ser a onerar as próximas gerações e que torna depois toda a situação insustentável".

"Esta situação prejudica a Madeira, prejudica Portugal e acima de tudo numa altura decisiva prejudica a reputação internacional de Portugal", sublinhou João Almeida, registando com "agrado" a disposição do Governo em tomar todas as medidas para que este tipo de situações não se voltem a repetir e para "vigiar a aplicação dos mecanismos legais que já existem e que podem responsabilizar aqueles que cometeram estas omissões de tão grande gravidade".

João Almeida apoiou ainda a decisão do Governo de apenas tornar público o plano de ajustamento da Madeira após as eleições regionais de 9 de Outubro, porque assim está salvaguardada a possibilidade de ser "um plano de reajustamento feito em cima do joelho".

"Ninguém acredita que fosse no meio de uma campanha eleitoral, em dois ou três dias, que se conseguisse fazer um plano de reajustamento credível", notou, recusando que o adiamento do anúncio possa favorecer o PSD/Madeira nas eleições.

"Neste momento quem tem uma palavra a dizer são os madeirenses, os madeirenses têm de escolher, não acho que isso seja uma questão de favorecimento ou não, até porque o CDS sempre defendeu que assim fosse", referiu.