Combustíveis

Cenário calmo no Porto mesmo antes do anúncio do fim da greve

Cenário calmo no Porto mesmo antes do anúncio do fim da greve

Os postos de abastecimento do Porto e arredores estavam na manhã desta quinta-feira num cenário calmo, mesmo antes do anúncio do final da greve dos motoristas de transportes de matérias perigosas.

Uma viagem pelo Porto e pelos concelhos vizinhos de Matosinhos, Vila Nova de Gaia e Gondomar confirmou que as filas para abastecer já não existiam mesmo antes do Governo ter anunciado o final da greve decretada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas.

Uma funcionária de uma das gasolineiras visitadas pela Lusa confirmou que a "última madrugada foi muito mais calma", tendo, nesse período, sido "repostos 15 mil dos cerca de 60 mil litros" de capacidade do posto.

"Está tudo muito mais calmo", acrescentou a funcionária, dando conta de que nem sequer estavam a ser impostos aos clientes o limite de 15 litros de gasolina ou gasóleo para abastecimento, determinado na quarta-feira pelo Governo.

Apesar de alguns postos de abastecimento indicarem falta de gasóleo, nos sete postos de abastecimento visitados pela Lusa não havia sinais da corrida ao abastecimento verificada na terça e na quarta-feira e as filas não tinham mais do que 10 carros.

A greve dos motoristas de matérias perigosas começou à meia-noite de segunda-feira e foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica.

A Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários de Mercadorias e o SNMMP comprometem-se, no protocolo assinado hoje, a concluir até dia 31 de dezembro um processo de negociação coletiva.

A primeira reunião vai decorrer no dia 29.

Este processo visa, de acordo com o documento distribuído aos jornalistas hoje em conferência de imprensa, em Lisboa, "promover e dignificar a atividade de motorista de materiais perigosos" e será acompanhado pelo Governo.

A negociação coletiva deverá assentar nos seguintes princípios de valorização: individualização da atividade no âmbito da tabela salarial, subsídio de risco, formação especial, seguros de vida específicos e exames médicos específicos.

O anúncio do fim da greve foi feito pelo ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos.