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Cinfães e Lisboa estão nos extremos do poder de compra

Cinfães e Lisboa estão nos extremos do poder de compra

Dos 308 municípios do país, os habitantes de Cinfães são os que têm menor poder de compra. Sem surpresa, a capital surge no topo da lista. Lá, em média, cada habitante consegue comprar o dobro do que o resto dos portugueses.

O centro da região Norte tem um triângulo que forma a região com menor poder de compra do país: Cinfães, Tabuaço, Celorico de Basto. Nestes três concelhos, os habitantes só conseguem comprar metade do que compram o resto dos portugueses e um quarto do que consomem os lisboetas, de acordo com o estudo sobre o Poder de Compra Concelhio, relativo a 2013, do Instituto Nacional de Estatística.

Seguem-se Câmara de Lobos e Ponta do Sol, ambos na Madeira, mas os concelhos seguintes na lista voltam a ser do interior Norte, com destaque para as zonas do Tâmega e Sousa e do Douro: Resende, Baião, Ribeira da Pena.

No outro extremo está a região de Lisboa onde, em quase todos os concelhos, os habitantes têm maior poder de compra do que o resto dos portugueses. Dos 18 concelhos da Área Metropolitana de Lisboa, apenas nove estão abaixo da média nacional. Moita é a pior colocada, com 81% da média nacional, ainda assim melhor do que mais de dois terços do resto do país. A capital surge destacada em primeiro lugar, com mais do dobro (208%) do poder de compra.

Além da região da capital, a única com poder de compra superior à média do país é a Área Metropolitana do Porto: 105%. Dos seus 17 concelhos, contudo, consegue comprar menos do que a média nacional. Só Espinho, Maia, Matosinhos, São João da Madeira e, sobretudo, o Porto estão acima.

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