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Arrendar casa pode ficar 60% mais caro que comprar

Arrendar casa pode ficar 60% mais caro que comprar

Um retrato "inédito" do setor da habitação revela que Bragança regista a maior diferença entre o valor de uma renda e o de uma prestação ao banco. O intervalo é de 61%, o equivalente a mais de 300 euros. A conclusão consta num estudo da consultora imobiliária Century 21.

Mas não é só no interior do país que comprar casa compensa mais do que arrendar. A tendência estende-se de Norte a Sul. No Barreiro, por exemplo, a mensalidade de uma casa arrendada é 58% superior à de uma habitação comprada. Com intervalos acima dos 50% surgem ainda Castelo Branco e Sintra. No Porto a diferença é de 30%.

Numa análise que abrange 41 cidades, percebe-se que só em Lagos é que compensa arrendar do que comprar casa, apesar de a diferença ser de apenas 1%.

Em oito das 18 capitais de distrito do país, a taxa de esforço do arrendamento está "acima do desejável".

"O resultado surpreendeu-nos", confessa ao JN/DV Ricardo Sousa, CEO da Century 21 Portugal.

Para o responsável, os números evidenciam uma "oportunidade para os operadores", já que é óbvia a "necessidade que Portugal tem de um mercado livre de arrendamento profissional e estruturado".

Esforço no Porto

O estudo da Century 21 cruzou variáveis como o rendimento médio das famílias, os valores para aquisição e arrendamento de uma casa de 90 metros quadrados ou a taxa de esforço. Tanto na compra como no arrendamento, é em Lisboa e no Algarve que as famílias têm de esticar mais o orçamento para fazer face às despesas com habitação.

O Porto também está acima da média. A compra de casa implica uma taxa de esforço de 35% e o arrendamento obriga a esticar até aos 50%. Os valores estão acima dos 33% recomendados pelo Banco de Portugal.

Ricardo Sousa vê uma solução para o problema: "Nas áreas metropolitanas, a tendência terá de passar por casas mais pequenas".

Para o Porto, o estudo considerou um rendimento médio mensal do agregado familiar de 1622 euros. O que significa que, para que a taxa de esforço não ultrapasse os 33%, os portuenses devem comprar uma casa com 80 metros quadrados. Caso optem pelo arrendamento, o espaço não deverá ter mais de 55 metros quadrados.

PORTO

810 euros é o valor médio de uma renda mensal no Porto para uma casa de 90 metros quadrados, segundo a Century 21. Já a prestação mensal de uma casa comprada com recurso a crédito bancário ronda os 564€.