Ambiente

Continente quer acabar com sacos plásticos na fruta e legumes

Continente quer acabar com sacos plásticos na fruta e legumes

O hipermercado pretende ainda que 100% das mais de quatro mil embalagens da marca sejam reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis, até ao ano de 2025.

A cadeia de hipermercados Continente vai começar a disponibilizar aos seus clientes novas opções sustentáveis alternativas ao uso do plástico nos sacos para frutas e legumes. Esta é uma das iniciativas da marca, no âmbito do projeto "Compromisso para o uso responsável do Plástico", divulgado recentemente.

São já conhecidas várias alternativas ao plástico em produtos cujo material pode, de facto, ser substituído, como os cotonetes, pratos ou talheres descartáveis, garrafas e palhinhas, ajudando a que gradualmente o plástico deixei de ser utilizado.

Alguns supermercados estão a optar por soluções que revertam o uso excessivo deste material, como o Continente. A marca está a disponibilizar em algumas lojas sacos reutilizáveis feitos em algodão, ou ainda a opção do consumidor trazer o seu saco de casa. Oferece também a possibilidade de, na falta do saco plástico, utilizar antes um cartão feito de papel reciclado para a colagem das respetivas etiquetas de preço e código de barras das frutas e legumes que vão comprar.

Segundo um comunicado oficial do Continente, se todos os clientes aderissem a esta medida, a poupança potencial seria de mais de 430 toneladas de plástico, por ano. Pedro Lago, Diretor de Projetos de Sustentabilidade e Economia Circular do Continente, afirma que "sabemos ser nosso dever a promoção de um uso cada vez mais responsável de plástico".

O hipermercado pretende ainda que 100% das mais de quatro mil embalagens da marca sejam reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis, até ao ano de 2025.

Marcas como LIDL estão a tentar a diminuição do peso do plástico nos seus produtos próprios, o Pingo Doce já adotou cotonetes de papel e o Jumbo vai apostar na introdução de um saco em papel kraft (mistura de fibras de celulose).

Foi em 2014 que saiu a primeira lei que criou uma taxa acrescida sobre os sacos de plástico, sendo umas das medidas pioneiras implementadas, com vista a diminuir o uso dos sacos de plástico. No dia 27 de março, foi também aprovada uma lei pelo Parlamento Europeu que proíbe a venda de produtos de plástico de utilização única em toda a União Europeia a partir de 2021.