Encomendas

Correos Express Portugal quer duplicar quota até 2023

Correos Express Portugal quer duplicar quota até 2023

A Correos Express Portugal pretende duplicar a quota de mercado até 2023 para 12% e investir nesse período quatro milhões de euros, nomeadamente em tecnologia.

O presidente da Correos, Juan Manuel Serrano, falava num encontro com jornalistas, em Lisboa, na sequência da compra por parte do grupo espanhol público Correos de 51% da Rangel Expresso, que passará a designar-se Correos Expres Portugal, uma operação de 11,2 milhões de euros, que foi aprovada pelo Conselho de Ministros de Espanha em 5 de abril.

"Nos primeiros três anos vamos investir quatro milhões de euros em tecnologia", disse o responsável.

Além disso, a empresa pretende duplicar as encomendas - dos atuais seis milhões - para 12 milhões até 2023, tal como a quota de mercado, de 6% "para 12%", acrescentou.

Por sua vez, o presidente executivo da Rangel, Nuno Rangel, disse que a entrada da Correos aguarda "luz verde" da Autoridade da Concorrência (AdC). "Estimamos que até final de abril" o regulador português se pronuncie, acrescentou o gestor português.

Juan Manuel Serrano estima que o comércio eletrónico cresça em Portugal nos próximos anos, tendo destacado que o Governo português "está a desenvolver grandes esforços" na área da digitalização, pelo que espera impacto positivo no negócio.

A organização da Correos Express Portugal será integrada na Correos Express, como filial neste país, e colocará todos os seus recursos à disposição da rede de delegações próprias da filial espanhola.

A Correios Express Portugal contará com cerca de 160 colaboradores e irá dispor das 12 instalações que a Rangel Expresso tem em Portugal, que se juntarão às 55 da Correos Express existentes em Espanha.

Questionado se pretende abrir um centro de distribuição em Portugal, Juan Manuel Serrano disse que isso vai depender da evolução do mercado, mas que as instalações já existentes servem para responder aos seis milhões de encomendas atuais.

Para os próximos cinco anos, a empresa prevê a entrega total de cerca de 35 milhões de encomendas, com a Espanha como origem ou destino, e um crescimento de 2,5 vezes as vendas (cerca de 60 milhões de euros).

A Correos Express Portugal definiu um plano para a automatização das instalações, à semelhança do que acontece em Espanha.

Questionado sobre se pretende comprar a totalidade da Correos Express Portugal (onde a Rangel tem 49%) e se tem um horizonte temporal para o fazer, o presidente da Correos disse que não. "Neste momento não pretendemos alcançar 100%, o que queríamos era um sócio para nos ajudar a crescer juntos", afirmou o gestor espanhol.

Para Juan Manuel Serrano, a esta operação é "um passo importante", salientando que a escolha da Rangel se deveu à "sua experiência no mercado português".

"Queremos construir a rede" de encomendas expresso em 24 horas "mais eficiente na Península Ibérica", sublinhou o presidente da Correios. "O mercado eletrónico [em Portugal] vai crescer", concluiu.