Economia

Crise justifica corrida aos descontos do Pingo Doce

Crise justifica corrida aos descontos do Pingo Doce

Em dia de super saldos nas lojas Pingo Doce, houve quem madrugasse, percorresse dezenas de quilómetros e almoçasse dentro das lojas para poupar na conta do supermercado.

Em Odivelas, o JN encontrou um casal que chegou às 7.50 horas à porta do supermercado de onde só se despachou pelas 16 horas. "Valeu a pena, claro. Devia era haver mais promoções destas", explicou Marisa Silva, comerciante de 30 anos. "Com a crise que há não podemos estar a pensar nos incómodos... Há que aproveitar", disse.

A maioria dos que conseguiram fazer compras diz que aproveitou sobretudo para levar géneros alimentares e fraldas. A justificação para esta corrida é comum: a crise. "Da forma como o país está, isto é mais do que normal", comentava João Queirós, na loja de Queluz, em Sintra.

Ao lado, a mulher, Maria Odete, reforçava: "No início do mês, levar uma conta de 140 euros e pagar só 70 dá um grande arranjo".

No Pingo Doce de Telheiras, das maiores lojas da área metropolitana de Lisboa, muitos clientes optaram por almoçar dentro do supermercado ou pediram a familiares que lhes levassem comida.

O JN falou com uma consumidora que percorreu 30 quilómetros para ir a Telheiras fazer compras. Moradora em Vila Franca de Xira, optou por fazer a viagem depois de verificar que seria difícil ir a um Pingo Doce perto de sua casa. No final, a conta compensou: dos 400 euros que gastou apenas pagou 200.

Registaram-se várias escaramuças entre clientes, sem que, no entanto, tenha havido incidentes maiores.

Uma cliente sentiu-se indisposta, pelo que foi chamado o INEM ao local.