Economia

Detenção de Strauss-Kahn sem impacto no resgate a Portugal

Detenção de Strauss-Kahn sem impacto no resgate a Portugal

A Comissão Europeia garantiu, esta segunda-feira, que a detenção do director-geral do FMI não terá "qualquer impacto" sobre o programa de assistência financeira a Portugal, que deverá ser aprovado pelos ministros das Finanças europeus.

Referindo-se a "títulos alarmistas" na imprensa sobre o possível impacto da detenção de Dominique Strauss-Kahn, em Nova Iorque, sobre os programas de resgate em curso, o porta-voz do comissário europeu dos Assuntos Económicos disse, em Bruxelas, que a Comissão está "absolutamente confiante que haverá uma continuidade total, não só nas operações, mas também nos processos decisórios do FMI".

"Portanto, que fique claro: esta situação não terá impacto, qualquer que seja, nos programas em curso, para a Grécia e para a Irlanda, nem tão pouco para a decisão que deve ser tomada nas próximas horas para Portugal", declarou Amadeu Altafaj Tardio.

Reiterando que está assim "fora de questão que as decisões que estão em curso e os programas que estão a ser aplicados possam ser alterados" devido à situação do director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), o porta-voz do comissário Olli Rehn lembrou também a declaração divulgada na véspera por esta instituição, "que é muito clara".

Numa curta declaração divulgada à comunicação social, a directora de relações externas do FMI, Caroline Atkinson, disse em Washington que a organização "permanece totalmente operacional e em funcionamento", independentemente da detenção, no sábado à noite, de Strauss-Kahn, acusado de agressão sexual, sequestro e tentativa de violação contra uma mulher de 32 anos no quarto de hotel onde estava hospedado.

Referindo-se ao programa de assistência financeira a Portugal, o porta-voz de Olli Rehn sublinhou que o apoio que os ministros das Finanças do Eurogrupo (Zona Euro) e Ecofin (conjunto da UE) se preparam para dar hoje é, para a Comissão, "algo de muito importante".

Segundo Amadeu Altafaj Tardio, tal formalizará um apoio inequívoco à economia portuguesa, para a ajudar a partir de novas bases e estar em medida de financiar o Estado, levar a bom porto "as reformas estruturais essenciais para melhorar a competitividade do país" e permitir o seu regresso "o mais cedo possível aos mercados", mas também "para salvaguardar a estabilidade financeira da Zona Euro no seu conjunto e na UE".