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Diretora do FMI defende equilíbrio entre ajustamento e efeitos na economia

Diretora do FMI defende equilíbrio entre ajustamento e efeitos na economia

A diretora do FMI defendeu, em carta enviada ao líder socialista português, António José Seguro, que o ajustamento orçamental em Portugal é necessário, mas que deve ser mantido um equilíbrio com o crescimento e o emprego.

De acordo fonte do PS, citada pela Agência Lusa, Christine Lagarde refere - na carta, que responde a uma outra enviada por António José Seguro no passado dia 17 -- que a delegação do FMI está em Portugal para apreciar o contexto económico e garantir um equilíbrio correto entre ajustamento e crescimento e emprego.

Num trecho da carta a que a Lusa teve acesso, a diretora do FMI admite, no entanto, que o equilíbrio necessário é difícil de atingir.

"A política económica em Portugal precisa manter um difícil equilíbrio - fazendo progressos no necessário ajustamento fiscal, mas também evitando tensões indevidas na produção e no emprego", afirma, acrescentando que "estes princípios são o guia de trabalho da equipa do FMI" durante a sétima avaliação, que está a decorrer em Lisboa.

Christine Lagarde adianta ainda, no documento de duas páginas, que o objetivo desta visita é "avaliar as circunstâncias económicas e, muito importante, assegurar que o equilíbrio necessário está a ser mantido".

A mesma fonte do PS adiantou à Lusa que a diretora do FMI defende também, na carta, que "a sustentabilidade das finanças públicas é essencial para evitar uma crise económica mais profunda que poderia criar ainda mais tensões na sociedade portuguesa" e sublinha que isso é "algo que todos queremos evitar".

O responsável do PS sublinhou à Lusa considerar que a informação de que o mandato da delegação do FMI tem como missão procurar um "equilíbrio correto" entre o ajustamento orçamental e os efeitos na economia e no emprego é "da maior importância".

Na carta, e segundo a mesma fonte, a responsável do Fundo Monetário Internacional - um dos elementos que constitui a troika, a par do BCE e da Comissão Europeia - não faz qualquer referência ao corte de 4 mil milhões de euros nas despesas do Estado.

O secretário-geral do PS enviou, dia 17, uma carta às três instituições que formam a troika, pedindo que na sétima avaliação do programa de resgate fossem enviados a Portugal "responsáveis políticos".