PROCURA UMA EMPRESA?

PESQUISE POR NOME, NIF OU MARCA, GRATUITAMENTE!

Relatórios de todas as empresas portuguesas

INE

Economia cresceu 1,8% até março

Economia cresceu 1,8% até março

O Produto Interno Bruto (PIB) português aumentou 1,8% no primeiro trimestre deste ano em termos homólogos, acima dos 1,7% do trimestre anterior, e subiu 0,5% em cadeia, confirmou o Instituto Nacional de Estatística.

Nas Contas Nacionais Trimestrais divulgadas esta sexta-feira, o Instituto Nacional de Estatística (INE) confirma os valores para o crescimento da economia portuguesa que tinha avançado na estimativa rápida publicada em 15 de maio.

No último trimestre do ano passado, a economia portuguesa tinha crescido 1,7% em termos homólogos e 0,4% em cadeia.

Segundo o INE, o contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB aumentou para 4,8 pontos percentuais (3,3 pontos percentuais no quarto trimestre de 2018) "devido à forte aceleração do investimento", tendo esta aceleração refletido "sobretudo a evolução das componentes da FBCF [Formação Bruta de Capital Fixo] em construção e em outras máquinas e equipamentos, bem como o aumento significativo de existências associado à aceleração expressiva das importações de bens".

O consumo privado aumentou 2,5% em termos homólogos, menos 0,4 pontos percentuais do que no trimestre anterior, enquanto o consumo público registou uma subida homóloga de 0,4% (0,7% no trimestre anterior).

Já a procura externa líquida apresentou um contributo mais negativo, de -3,1 pontos percentuais (-1,6 pontos percentuais no trimestre precedente), "em consequência da maior aceleração das importações de bens e serviços relativamente à das exportações de bens e serviços".

Em comparação com o quarto trimestre de 2018, o PIB aumentou 0,5% em termos reais (0,4% no trimestre anterior), tendo esta evolução resultado do aumento do contributo da procura interna para a taxa de variação em cadeia do PIB, que passou de 0,8 para 2,2 pontos percentuais, enquanto o contributo da procura externa líquida foi mais negativo que o do quarto trimestre de 2018, passando de -0,4 para -1,7 pontos percentuais.

De acordo com o INE, o abrandamento do consumo privado das famílias residentes para 2,5% "verificou-se quer na componente de bens não duradouros e serviços, que passou de uma variação homóloga de 2,8% no quarto trimestre para 2,4%, quer na componente de bens duradouros, de 3,8% para 3,1%".

Quando comparado com o quarto trimestre de 2018, o consumo privado aumentou 0,3% (1,3% no trimestre antecedente), verificando-se um crescimento de 0,6% das despesas em bens não duradouros e serviços e uma diminuição de 2,1% das despesas em bens duradouros (1,3% e 1,8% no trimestre anterior, respetivamente).

O consumo privado no território económico, que inclui a despesa efetuada por não residentes, manteve uma taxa de crescimento de 2,8% no primeiro trimestre de 2019.

De janeiro a março, o investimento registou um crescimento homólogo de 17,8% em volume, uma "expressiva aceleração" face ao trimestre anterior (7,4%), com a FBCF total a passar de um crescimento homólogo de 4,1% para 11,7%.

O instituto estatístico explica que a aceleração da FBCF total se deveu ao comportamento da FBCF em construção, que registou uma subida homóloga de 12,4% (2,8% no trimestre precedente), e da FBCF em outras máquinas e equipamentos, que acelerou para 16,8% após ter aumentado 5,3% no trimestre anterior.

Face ao quarto trimestre, o investimento total aumentou 10,4%, (-0,3% no trimestre anterior), verificando-se uma variação em cadeia da FBCF total de 8,3% (0,2%).

Até março, as exportações cresceram 3,4% e as importações avançaram 9,4%, contra subidas de 0,6% e de 3,8% no trimestre anterior, segundo o INE.

No primeiro trimestre, o emprego corrigido de sazonalidade registou um crescimento homólogo de 1,5%, 0,4 pontos percentuais inferior à taxa observada no trimestre anterior.