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Economia

EDP vai ter tarifas bi-horárias a partir de janeiro

EDP vai ter tarifas bi-horárias a partir de janeiro

A EDP vai disponibilizar, a partir de janeiro de 2013, tarifas bi-horárias no mercado livre, disse, esta sexta-feira, o porta-voz da empresa à Lusa em resposta ao anúncio da Galp, que irá lançar o mesmo produto a partir de segunda-feira.

Questionado pela agência Lusa sobre a oferta da Galp, o porta-voz da EDP afirmou que a empresa "irá retomar a sua oferta comercial para bi-horário no mercado liberalizado a partir de janeiro de 2013, bem como uma oferta tri-horária".

A mesma fonte adiantou que a EDP "tem cerca de 33 mil clientes em tarifa bi-horária no mercado liberalizado" e foi "pioneira na oferta neste segmento, tendo sido a primeira empresa a contratar clientes residenciais no mercado livre desde setembro de 2006".

A Galp Energia anunciou, esta sexta-feira, que vai disponibilizar, a partir de segunda-feira, tarifas bi-horárias de eletricidade no âmbito do mercado livre, reclamando para si que será o primeiro comercializador a avançar com este tipo de tarifas.

A empresa liderada por Manuel Ferreira de Oliveira comunicou que a sua oferta combinada Galp On terá uma fatura única de gás natural com a tarifa bi-horária de eletricidade, adiantando que "os clientes poderão usufruir das vantagens da tarifa bi-horária associando gás natural com um desconto de 5%, retirando os impostos e taxas legais em vigor".

A Galp refere também, no comunicado, que conta atualmente "com uma carteira de cerca de 70.000 clientes em mercado livre", sendo que, de acordo com o último relatório disponível sobre o mercado liberalizado da eletricidade da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), em setembro, "foi a empresa que mais aumentou a sua quota no mercado livre da eletricidade, tanto em número de clientes, 14%, como em consumo, mais de 6%".

A possibilidade dos operadores de mercado livre de eletricidade avançarem com tarifas bi-horárias acontece depois de o Governo ter legislado nesta matéria, principalmente na parte da fatura relativa ao que é regulado, como os custos de interesse político e económico (CIEG).

O secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, alterou a lei, permitindo que a parte dos CIEG tivesse ao longo do dia horas de ponta e horas mortas, e consequentemente dando liberdade ao mercado livre de poder oferecer tarifas diferenciadas ao longo do dia.