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Emprego cresce mas salários estão congelados há cinco anos

Emprego cresce mas salários estão congelados há cinco anos

A economia - medida pela evolução do PIB - e o mercado de trabalho têm vindo a recuperar desde 2013 e, sobretudo, 2014, ano da saída da troika, mas as remunerações médias regrediram ou, no mínimo, estagnaram, de acordo com o estudo "Empregos e salários: pontos de interrogação", do Observatório sobre Crises e Alternativas.

Nos últimos cincos anos (entre o 2.º trimestre de 2013 e o mesmo período de 2018) foram recuperados cerca de 450 mil dos 700 mil postos de trabalho destruídos nos cinco anos anteriores (entre o 2.º º trimestre de 2008 e o mesmo período de 2013). Em contraste com o que se passou com a criação de emprego, a evolução dos salários entre 2013 e 2017 destaca-se pela negativa entre os países membros da OCDE (ver infográfico). Com uma evolução negativa de 1,2%, Portugal surge na segunda posição, logo atrás da Bélgica (-1,4%).

"Um dos mistérios da evolução conjuntural atualmente na maior parte dos países desenvolvidos é que estando o desemprego a baixar claramente, os salários não estão a subir, o que seria normal em condições habituais", afirmou Teodora Cardoso, presidente do Conselho de Finanças Públicas, numa entrevista concedida em maio.

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