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Empresa saudita de petróleo torna-se a mais rentável do mundo

Empresa saudita de petróleo torna-se a mais rentável do mundo

A Saudi Aramco, companhia de petróleo da Arábia Saudita, tornou-se a empresa mais rentável do mundo, conseguindo em 2018 um lucro líquido de 111.100 milhões de dólares (98.871 milhões de euros), segundo dados divulgados pelas agências de classificação Moody's e Fitch Ratings.

Com esse valor, a Aramco excedeu o resultado líquido das empresas Apple, Facebook e Microsoft juntas. As agências concederam esta segunda-feira a primeira classificação de sempre à petrolífera, revelando parte das suas contas. A Aramco nunca tinha divulgado os dados de contabilidade e financeiros porque não estava listada na bolsa de valores.

A Moody's informou que a empresa atingiu em 2018 uma produção total de hidrocarbonetos de 13,6 milhões de barris equivalentes de petróleo por dia. Divulgou ainda que a faturação líquida foi de 227.776 milhões de euros. Por sua vez, a Fitch detalhou que o resultado operacional bruto foi de 199.382 milhões de euros.

"A Aramco tem muitas características de empresas classificadas como Aaa, com uma dívida mínima em relação ao fluxo de caixa, produção em larga escala, liderança de mercado e acesso a uma das maiores reservas de hidrocarbonetos da Arábia Saudita", disse o analista da Moody's Rehan Akbar, citado pelo jornal espanhol "El País".

Além disso, a agência de classificação assegurou que a compra de 70% da empresa de produtos petroquímicos Sabic, do fundo de investimento público da Arábia Saudita, por 61.346 milhões de euros "irá fortalecer" o negócio da Aramco.

O lucro líquido de 98.871 milhões de euros faz da Aramco a empresa mais rentável do mundo, com um resultado mais alto do que a Apple, o Facebook e a Microsoft juntos, que em 2018 registaram um lucro líquido de 52.988, 19.681 e 14.749 milhões de euros, respetivamente.

Em relação ao setor de energia, a firma de petróleo estatal saudita também obteve um lucro líquido maior do que as empresas Royal Dutch Shell, a ExxonMobil e a Chevron, que terminaram o ano passado com um resultado líquido de 19.894, 18.549 e 13.226 milhões de euros, respetivamente.