Economia

Fitch revê em baixa a nota de 6 bancos portugueses

Fitch revê em baixa a nota de 6 bancos portugueses

A agência de notação financeira Fitch reviu, esta terça-feira, em baixa a nota atribuída a seis bancos portugueses no que designa por 'viability rating', de onde os removeu da observação negativa, conforme informação disponibilizada no sítio da empresa na Internet.

As instituições envolvidas são Caixa Geral de Depósitos, Millennium bcp, BPI, Montepio Geral, Banif e Santander Totta.

O 'viability rating' (VR) foi criado recentemente por esta empresa de notação financeira, mas a nota que mais importa continua a ser a designada "Long-term Issuer Default Rating (IDR)", o 'rating' de longo prazo. O VR, pormenoriza a Fitch, representa a sua perspectiva sobre a credibilidade intrínseca de um emitente de dívida, considera vários factores e é uma componente chave do IDR.

A decisão é justificada, em comunicado disponibilizado no sítio da instituição, com as "tensões crescentes no financiamento e liquidez", a "deterioração na qualidade dos ativos e da rentabilidade" e o "aprofundamento da recessão económica em Portugal".

Reflete ainda preocupações quanto ao crédito e ao capital, "em resultado dos crescentes riscos soberanos devidos à crise da dívida na Zona Euro".

A Caixa Geral de Depósitos mantém a sua nota financeira de longo prazo (IDR de longo prazo) em BBB-, tendo tido o VR reduzido de 'bb+' para 'bb', o Millennium bcp continua também com BBB-, mas o VR passou de bb para bb- e o BPI permanece com BBB-, mas viu o seu VR passar de bb+ para bb.

O Banif, que manteve o BB de longo prazo, teve o VR reduzido de b+ para bb, o Montepio Geral, que também tem BB no longo prazo, viu o VR degradado de bb para bb-.

Por sua vez, o Santander, com um IDR de longo prazo de AA, teve uma redução do VR de bbb para bb.

Uma nota bbb no VR significa uma boa qualidade de crédito, boas perspectivas de continuação de actividade e adequados indicadores do banco, tais que indiquem um risco baixo de a instituição ter de recorrer a um apoio extraordinário para cumprir as suas responsabilidades, mas também a possibilidade de condições económicas e de negócios adversas reduzirem esta capacidade.

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