troika

Frente Comum promete luta contra "destruição de direitos"

Frente Comum promete luta contra "destruição de direitos"

A Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública recebeu "sem surpresa" as notícias de mais austeridade defendidas pelo Fundo Monetário Internacional e prometeu grandes momentos de contestação no 25 de Abril e no 1.º de Maio.

As duas datas serão grandes momentos de contestação à política de "destruição de direitos" e dos serviços públicos, disse à Agência Lusa a coordenadora da Frente Comum de Sindicatos da Função Pública.

Outras iniciativas serão marcadas para "exigir a demissão do Governo e eleições antecipadas", mas, para já, os trabalhadores vão mobilizar-se para "fazer do 25 de Abril um grande 25 de Abril", garantiu Ana Avoila, em resposta à insistência do FMI em cortar salários e pensões e na resistência a aumentar o salário mínimo nacional.

As medidas defendidas pelo FMI foram divulgadas na segunda-feira por ocasião da apresentação da 11ª avaliação da troika às medidas em curso.

"Já sabíamos que esta conversa do Governo de dizer que as coisas estavam a melhorar e que, com o fim do programa de ajuda financeira, as coisas iam ser diferentes, não era verdade", afirmou a dirigente sindical. "Sabíamos que vinha aí mais austeridade, porque o Governo e o FMI já na última [avaliação] tinham demonstrado isso", alegou.

Os sindicatos constatam agora a "intenção de despedir" na Função Pública.

"Aquilo que chamam de trabalhadores não qualificados são das pessoas que fazem mais falta fazem aos serviços, porque não se pode trabalhar num hospital sem auxiliares de ação médica, não se pode trabalhar numa escola sem auxiliares de ação educativa", exemplificou.

Para a Frente Comum, o que o Governo pretende fazer é "precarizar as relações de trabalho", colocando trabalhadores com contrato de inserção de emprego, "sem qualquer tipo de experiência e a serem explorados", a ganhar "uma miséria", através de empresas de aluguer de mão-de-obra.

"Ao mesmo tempo põe em causa os serviços. Isto é uma linha de destruição dos serviços públicos e dos direitos na Administração Pública", defendeu, acrescentando que o Governo e o FMI "entendem-se" e as populações é que "têm perdido".