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Crise energética acaba à meia-noite e já se pode abastecer até 25 litros na REPA

Crise energética acaba à meia-noite e já se pode abastecer até 25 litros na REPA

O Governo aprovou, esta segunda-feira, em Conselho de Ministros, o fim da crise energética e o fim dos postos exclusivos da REPA desde as 10 horas.

O primeiro-ministro António Costa esteve na Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE), esta segunda-feira de manhã, na sequência da desconvocação da greve dos motoristas de matérias perigosas, anunciada no domingo pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), após um plenário de trabalhadores.

Às 9 horas, foi realizado um Conselho de Ministro eletrónico no qual foi aprovado o fim da crise energética (em vigor desde dia 9) às 24 horas desta segunda-feira; o fim da rede exclusiva da Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA) com efeito desde as 10 horas e elevar o abastecimento máximo na rede REPA dos atuais 15 litros para 25 litros durante o dia de hoje.

"Serão precisos mais dois ou três dias para a total normalidade no abastecimento", reconheceu o primeiro-ministro. No entanto, o fim da crise energética é justificado "considerando o termo da greve decretado pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias, no dia 15 de agosto, e pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, no dia 18 de agosto, assim como a evolução favorável registada ao longo do período de crise energética nos postos de abastecimento de combustível exclusivos" da REPA, lê-se no comunicado do Conselho de Ministros.

A desconvocação da greve dos motoristas de matérias perigosas "é uma vitória do país e da nossa maturidade", afirmou António Costa na ENSE, sublinhando que "felizmente, a greve não parou o país".

"O Governo não era parte neste conflito, portanto não ganhou nem perdeu. Cumpriu a sua função de assegurar que o país respeitasse o direito à greve que era fundamental respeitar e que, por outro lado, pudesse continuar a funcionar dentro da normalidade possível", afirmou o primeiro-ministro.

"Durante todo este período, foi possível fazer cumprir, na medida do possível, os serviços mínimos. Onde não foi possível, foi necessário decretar a requisição civil, que foi, no essencial, respeitada. Pudemos verificar que, em caso de necessidade, as nossas Forças Armadas e forças de segurança estão aptas a desempenhar as funções que lhes cabem. Desempenharam-nas sem nunca terem tido necessidade de recorrer à violência. Acho que é motivo para dizermos que os portugueses têm boas razões para estarem satisfeitos pela forma como soubemos viver com grande civismo esta semana", congratulou-se.