Sindicatos

Impasse nas negociações da Soflusa

Impasse nas negociações da Soflusa

A reunião desta sexta-feira entre os sindicatos dos trabalhadores da Soflusa e o secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes, a propósito dos problemas nas ligações fluviais no Tejo, foi inconclusiva.

O JN sabe que a greve vai manter-se às horas extraordinários e agora a mais três horas por turno. Para o secretário de Estado, os problemas centram-se apenas numa reivindicação salarial dos trabalhadores, mas as reuniões vão continuar durante a tarde, esperando o governante que a greve possa terminar.

"A reunião foi inconclusiva e não respondeu às nossas preocupações", disse José Manuel Oliveira, da Fectrans. Em cima da mesa estavam a sobrelotação dos barcos da Soflusa e a supressão de ligações entre Lisboa e a Margem Sul, mas do diálogo não surgiu qualquer conclusão sobre o problema, mantendo-se assim a greve às horas extraordinárias e agora a mais três horas por turno, apurou o JN. A reivindicações dos trabalhadores continuam a ser as mesmas: mais manutenção e mais recursos humanos na Soflusa.

José Mendes, uma hora depois do final da reunião, afirmou que não existe qualquer problema com as contratações na empresa, nem com as embarcações. "O tema da escassez de barcos está resolvido", afirmou, remetendo a solução para as dez embarcações que vão chegar em 2021.

Recorde-se que a empresa apresentou, recentemente, uma nova escala de ligações, com três barcos de manhã, de tarde e à noite, menos de metade do que as embarcações que deveriam operar e que existiam anteriormente. Esta sexta-feira, os passageiros que esperavam para embarcar nos navios rumo a Lisboa invadiram a plataforma de embarque, depois de duas supressões de carreiras entre as 10 e as 11 horas.

Desvalorizando os temas do número de trabalhadores e dos navios, que considerou solucionados, o secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, diz que única questão em cima da mesa é uma reivindicação salarial dos trabalhadores da Soflusa.

Também esta sexta-feira de manhã, o Governo pediu desculpa aos utentes afetados pelas supressões nos transportes públicos urbanos e suburbanos.