Paralisação

Greve nos combustíveis ameaça distribuição de jornais

Greve nos combustíveis ameaça distribuição de jornais

A greve dos motoristas de transporte de matérias perigosas está a colocar em risco a distribuição de produtos editoriais em todo o país, com especial foco na zona litoral.

A VASP, distribuidora portuguesa de jornais e revistas que conta com 250 viaturas para garantir a cobertura do território nacional, falou dos constrangimentos que a paralisação está a provocar no serviço da empresa.

Paulo Proença, presidente da VASP, disse ao JN que os trabalhos estão assegurados para esta noite, mas que amanhã a situação será problemática: "Estamos em risco iminente de ter que parar". Isto porque das 14 plataformas da distribuidora, só duas, na Maia e no Cacém, dispõem de um posto de combustível próprio, onde, mesmo nesses, "a reserva está no nível mínimo".

"Estamos muito preocupados. A manter-se esta situação, as reservas próprias vão ficar sem combustível, não temos garantias da Galp, que é o nosso fornecedor", disse o responsável, adiantando que a petrolífera responde que o serviço prestado pela VASP não é abarcado pelos serviços mínimos definidos.

Nas restantes zonas do país, sobretudo no litoral, em Leiria, Tomar, Aveiro, Rio Maior e Coimbra, está a haver grandes dificuldades em abastecer. "A solução para hoje passa por transferir algum combustível das plataformas que têm posto próprio para as restantes, de forma a resolver problemas pontuais e fazer o abastecimento em postos comuns", disse o responsável, adiantando que as opções não são viáveis para os próximos dias. "Os distribuidores trabalham à noite, teriam de ficar nas filas durante o dia", acrescentou.

Paulo Proença adiantou que a greve está a causar "prejuízos à VASP, aos grupos editoriais [com quem a empresa trabalha], às gráficas, aos distribuidores e aos clientes, que ficam sem o direito à informação".

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