PROCURA UMA EMPRESA?

PESQUISE POR NOME, NIF OU MARCA, GRATUITAMENTE!

Relatórios de todas as empresas portuguesas

Crise energética

Há postos no Porto assinalados como vazios que têm combustível

Há postos no Porto assinalados como vazios que têm combustível

Sem filas e sem complicações. É assim que estão os postos de abastecimento de combustível do Porto, nesta manhã de segunda-feira, apesar da greve dos motoristas de transporte de matérias perigosas.

Rui Costa saiu do Algarve, no domingo, ao final da tarde, para transportar familiares até ao Porto. Conseguiu abastecer, sem dificuldade no posto da Via do Infante, em Aljezur.

"Ao princípio, estava preocupado, porque tinha que fazer esta viagem do Algarve ao Porto e depois regressar ao Algarve. Mas, depois comecei a ver que era muita histeria. Na autoestrada não faltavam postos com combustível", conta.

Rui Costa abastecia o seu veículo com o limite máximo de 25 litros, no posto da Repsol da Avenida de Fernão de Magalhães, no Porto. Uma bomba que está sinalizada no site "Já não dá para abastecer", como estando já sem combustível.

O mesmo se passa com o posto de combustíveis da BP na Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, poucos metros à frente. Também está sinalizado no mesmo site como estando sem combustível mas está a funcionar normalmente nesta manhã de segunda-feira. Segundo o grupo "Voluntários Digitais Em Situações de Emergências para Portugal" (VOST), que gere o site, tudo funciona com base em informações dos utilizadores, sendo que a atualização dos dados só é feita quando há vários utilizadores a validar a mesma a informação. Exceção para os postos da Prio, que fornece dados oficiais.

Cristina Amorim só comprou 21 litros. Foi o suficiente para atestar o depósito. "Já tinha colocado gasolina no início da semana passada. Por isso, não precisou de usar o limite dos 25 litros para encher o depósito. Não é que esteja com receio de que vá acabar o combustível. Mas, como moro em Santa Maria da Feira e trabalho no Porto, tenho que me precaver", explica, no posto da Repsol.

Ao contrário de Rui Costa, que abastecia na bomba ao lado, Cristina não concorda com a greve que começou à meia-noite desta segunda-feira. "Parece que a greve não está a ser tão assim generalizada. Parece que houve alarmismo a mais. A greve versa essencialmente sobre os salários, no entanto, a classe destes motoristas ganha bem, uma vez que tem salários acima da média, comparativamente com outras profissões", argumenta.