Economia

Marcha lenta dos taxistas termina com perspetiva de reunião com o Governo

Marcha lenta dos taxistas termina com perspetiva de reunião com o Governo

Os taxistas que esta segunda-feira participaram numa marcha lenta de protesto em Lisboa começaram a desmobilizar cerca das 13.30 horas, com a previsão, segundo a Associação Nacional dos Transportadores em Automóveis Ligeiros, de uma reunião com o Governo.

Antes de os profissionais - cerca de mil, de acordo com a organização - se concentrarem junto à Assembleia da República, o último ponto da marcha, que arrancou perto das 11 horas no Parque das Nações, a Associação Nacional dos Transportadores em Automóveis Ligeiros (ANTRAL) entregou no Ministério da Saúde e na residência oficial do primeiro-ministro um documento com as reivindicações do setor.

O presidente da associação, Florêncio de Almeida, disse que foi dada a garantia, por parte do gabinete do primeiro-ministro, de que iria ser marcada, com caráter de urgência, uma reunião com todos os ministérios envolvidos na questão do transporte de doentes não urgentes, que deixa de ser feito apenas por táxis e ambulâncias.

Segundo uma portaria recentemente publicada, passou a ser possível que veículos até nove lugares façam o transporte, bastando para isso ter duas placas identificadoras e o seu motorista possuir um curso de suporte básico de vida.

A ANTRAL admite a realização de uma concentração a nível nacional, com profissionais de todo o país, caso a portaria do Ministério da Saúde não seja revogada.

A confirmar-se a iniciativa, adiantou Florêncio de Almeida, realizar-se-á o dia 2 de setembro (um domingo), no mesmo local de onde partiram hoje os participantes -- o Parque das Nações, em Lisboa.

Esta concentração a nível nacional "será muito superior a esta, porque vai contar com os taxistas que vêm da província, do interior, que são os mais prejudicados com esta medida", afirmou o responsável.

Florêncio de Almeida acrescentou que a ANTRAL contava ser recebida no Parlamento pela Comissão Parlamentar dos Transportes, o que não foi possível porque a comissão não está a funcionar nestas duas próximas semanas, e pela presidente da Assembleia da República, que não estava presente.

Para sábado está marcada uma reunião na sede da associação para analisar o atual momento do mercado.

As duas principais razões na base do protesto de hoje são a falta de aumento das tarifas dos táxis nos últimos anos e a portaria do Ministério da Saúde que alarga os tipos de veículos com possibilidade de transporte de doentes não urgentes, até agora exclusivo das ambulâncias e dos táxis.