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Economia

Merkel propõe "nova responsabilidade comum" rumo à união política

Merkel propõe "nova responsabilidade comum" rumo à união política

A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu hoje uma "nova responsabilidade comum" de todos os membros da União Europeia, para superar a crise das dívidas soberanas, consolidar a união monetária e avançar para uma união política.

"As preocupações de uns são as preocupações de todos, o que quer dizer que a nossa responsabilidade não pára nas fronteiras de cada país. Somos todos parte da política interna europeia", disse a chefe do governo alemão no discurso de abertura do congresso da União democrata Cristã (CDU), em Leipzig.

Merkel voltou a dizer que "se a Europa não estiver bem, a Alemanha não estará bem", advertindo que os europeus só serão ouvidos à escala mundial se estiverem unidos e tiverem uma moeda única forte e economias consolidadas.

"Só unidos poderemos defender a nossa moeda", disse Merkel, recolhendo nesta passagem do seu discurso muitos aplausos dos mil delegados democratas cristãos reunidos na cidade leste alemã.

A chanceler reiterou ainda a disposição da Alemanha de ajudar os parceiros europeus em dificuldades financeiras acrescentando que, para isso, "é preciso que todos cumpram as suas tarefas".

Para Merkel, a consolidação orçamental e o aumento da competitividade dos países do euro "são duas faces da mesma medalha".

Neste contexto, a dirigente conservadora propôs que se introduza no Tratado de Lisboa um mecanismo automático de sanções para os Estados que violem o Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC), lembrando que este foi violado mais de 60 vezes nos últimos anos, incluindo pela Alemanha, sem que se tenham retirado daí as devidas consequências.

Merkel voltou também a manifestar-se contra a mutualização das dívidas soberanas na Europa, e contra a emissão de eurobonds (títulos de dívida pública de vários países do euro), alegando que "esta não é solução para um futuro razoável".

Merkel considerou ainda a introdução do euro, há nove anos, após o acordo sobre a União Económica e Monetária (UEM) "um projecto futurista" que necessita agora, no entanto, de ser complementado por uma união política "que mude as estruturas da União Europeia, para que haja mais Europa, e não menos Europa, e para que o euro tenha futuro".

Além do debate sobre política europeia, o congresso da CDU, que termina na terça feira, será marcado também pela proposta da direcção nacional de introduzir um salário mínimo nacional, embora com diferenças regionais, para trabalhadores não abrangidos por contratação colectiva.