FMI

Ministra austríaca sugere demissão de director-geral do FMI

Ministra austríaca sugere demissão de director-geral do FMI

A ministra das Finanças austríaca sugeriu, esta terça-feira, que o director-geral do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, deve considerar demitir-se para evitar prejudicar a instituição devido ao seu alegado envolvimento num escândalo sexual.

Strauss-Kahn foi preso no sábado, em Nova Iorque, por, alegadamente, ter tentado violar uma empregada de um hotel de Manhattan. O líder do FMI foi presente a tribunal na segunda-feira, mas o juiz recusou libertá-lo sob caução.

"Considerando que lhe foi recusada a caução, ele tem de pensar que está a prejudicar a instituição", disse Maria Fekter aos jornalistas, à chegada a um encontro dos ministros europeus das Finanças, em Bruxelas.

Elena Salgado, a homóloga espanhola de Maria Fekter, declarou que Strauss-Kahn tinha de decidir sozinho se queria sair, considerando que as acusações são "extraordinariamente graves".

"Se eu tivesse de me mostrar solidária com alguém seria com a mulher que foi agredida, se foi isso que aconteceu", afirmou.

Outros responsáveis europeus mostraram o seu apoio ao director-geral do FMI. "Estou muito triste e perturbado. Ele é um bom amigo meu", disse o primeiro-ministro luxemburguês Jean-Claude Juncker, na segunda-feira à noite.

"Não gostei do que vi na televisão", acrescentou, a propósito das imagens que mostram Strauss-Kahn algemado e escoltado pela polícia à porta de uma esquadra nova-iorquina.