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Emprego

OIT admite criação de 108 mil postos de trabalho em 2015

OIT admite criação de 108 mil postos de trabalho em 2015

A Organização Internacional do Trabalho estima que com o lançamento de medidas favoráveis ao emprego será possível a Portugal criar 108 mil novos postos de trabalho até finais de 2015 e reduzir a taxa de desemprego em dois pontos percentuais.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou esta estimativa num relatório que servirá de base para a Conferência de Alto Nível "Enfrentar a crise do emprego em Portugal: que caminhos para o futuro", que decorre, esta segunda-feira, em Lisboa.

O documento sugere medidas para aumentar o emprego no país e considera que desde o lançamento do programa de assistência financeira, em 2011, "o mercado de trabalho não registou qualquer melhoria", e que a "tendência de desemprego crescente intensificou-se nos últimos dois anos". O relatório da OIT diz, ainda, que no cenário atual, que aponta para uma recuperação económica em 2014, não haverá "qualquer efeito positivo no desemprego".

Jovens: atenção especial

Defendendo uma estratégia "coerente centrada no emprego" por parte das políticas públicas, a OIT propõe seis medidas estratégicas para aumentar o emprego.

Em primeiro lugar, o relatório defende a urgência em acabar com os constrangimentos financeiros que as pequenas empresas enfrentam para ter acesso ao crédito. Um problema que seria resolvido mais rapidamente se a zona euro avançasse para uma união bancária.

A OIT diz ainda que Portugal teria vantagens em criar medidas para facilitar a transição de pequenas para médias empresas. Seria uma forma de "abrir novos mercados de exportação e de beneficiar países emergentes", salientam. A ideia é que Portugal aproveite "o dinamismo de outros países de língua portuguesa e a presença de uma ampla diáspora portuguesa em certos países", para atingir este objetivo.

A terceira medida vai no sentido de Portugal apostar em "instituições de mercado de trabalho bem concebidas", isto é, olhar para exemplos de boas práticas que visam "facilitar a transição para formas estáveis de emprego, reforçar a inspeção do trabalho, garantir uma adequada cobertura da negociação coletiva aliada à competitividade das empresas e reforçar políticas ativas do mercado de trabalho e serviços públicos de emprego eficazes".

Em quarto lugar, o relatório diz que é necessário "dedicar uma atenção especial" aos jovens e aos agregados familiares sem emprego.

A quinta sugestão é a resolução de "fragilidades do sistema educativo", facilitando, por exemplo, a transição escola-trabalho "através de um sistema de aprendizagem, de experiência em contexto de trabalho, de estágios curriculares e de novas parcerias entre os estabelecimentos de ensino, as empresas, os representantes dos trabalhadores e os próprios jovens.

Por último, a OIT defende que, para haver uma "estratégia favorável ao emprego", tem de existir um "forte envolvimento dos parceiros sociais".