Aviação

Passageiros com perturbações em voos aumentam para 4,5 milhões até junho

Passageiros com perturbações em voos aumentam para 4,5 milhões até junho

Cerca de 4,5 milhões de passageiros foram afetados pelas perturbações em voos no primeiro semestre a nível global, mais 40% em comparação com o período homólogo.

De acordo com os dados da empresa AirHelp, o número de passageiros afetados corresponde a um montante de compensações superior a 1,9 mil milhões de euros, mais 26% do que no primeiro semestre de 2017.

Por sua vez, em Portugal as perturbações afetaram 240 mil passageiros, o que pode representar cerca de 84 milhões de euros em compensações.

"Portugal é um dos vários países que registou um aumento considerável em termos de valores de compensações, comparativamente ao mesmo período de 2017", referiu a empresa, em comunicado, apesar de se escusar a revelar a variação da subida.

Para a AirHelp, o aumento dos montantes de compensação deve-se a fatores como a decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia de declarar que as greves de pessoal das companhias aéreas não podem ser consideradas "circunstâncias extraordinárias", responsabilizando assim as companhias.

"No início de junho, a Associação Internacional de Transporte Aéreo apresentou uma redução de 12% na sua previsão de lucro para 2018, culpando os custos crescentes do combustível e da mão-de-obra. A indústria enfrenta ainda uma escassez de novos pilotos, o que faz com que muitos aviões fiquem em terra e provoca a insatisfação dos sindicatos relativamente à sobrecarga do 'staff'. Além destes fatores, o fenómeno do 'overtourism' [aumento histórico da procura de viagens]", apontou ainda a empresa.

"No caso de atrasos, cancelamentos de voos ou impedimento de embarque, os passageiros podem ter direito a uma compensação até 600 euros por pessoa, em determinadas circunstâncias", frisou a AirHelp.

Para que tal se verifique, o aeroporto de partida ou a sede da companhia aérea tem que estar dentro da União Europeia e a razão da perturbação deve ser causada pela companhia.

"O direito à compensação financeira deve ser reclamado no prazo de três anos a contar da data da perturbação. Por outro lado, circunstâncias extraordinárias, como tempestades ou emergências médicas, isentam as companhias da obrigação de compensar os passageiros", explicou.

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