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Economia

Pequenos centros comerciais começam a ganhar terreno aos grandes shoppings

Pequenos centros comerciais começam a ganhar terreno aos grandes shoppings

Os pequenos centros comerciais de Lisboa, como o Apolo 70 ou o Fonte Nova, começam a ganhar terreno face às grandes superfícies em altura de crise, devido ao preço das rendas.

A celebrar esta quinta-feira o 40.º aniversário, o centro comercial Apolo 70 é um "caso paradigmático" de pequenos centros comerciais que começam a ganhar terreno face às grandes superfícies.

"Hoje o Apolo 70 continua a ter muitos clientes e lojistas, ao contrário do que acontece com outros centros muito pequenos. Aliás, há uma grande procura de espaços para instalar lojas no Apolo 70, contrariando até o movimento que seria esperado", afirmou o investigador João Barreta, especialista em comércio urbano, citado pela Agência Lusa.

No seu entender, hoje "assiste-se a uma reviravolta dos centros comerciais mais pequenos ou médios perante os maiores: os lojistas (à excepção de grandes marcas e franchisings) deixam de ter dinheiro para pagar grandes rendas e voltam a dar vida a estes centros".

Outro factor a favor dos pequenos centros comerciais é exactamente a sua dimensão: "Com o estilo de vida que levamos hoje já não temos tempo para estar a perder uma manhã ou uma tarde nas compras. No Apolo 70 ou noutro, vou directamente a uma loja e está feito. Num Colombo ou Vasco da Gama tenho de ir ao primeiro piso, depois afinal é no segundo, depois a escada rolante está avariada... os clientes perdem mais tempo".

Este é um factor salientado também pelo administrador do 'shopping' Apolo 70, Francisco Morato, também antropólogo, que defende principalmente "o atendimento personalizado e familiar como arma de resistência à crise nos últimos três anos".

"Não só o Apolo 70, onde os lojistas conhecem os seus clientes, mas noto também no Fonte Nova, que conseguiu resistir pela familiaridade do serviço. Os seus residentes são moradores da zona, na maioria reformados, que se sentem muito melhor ali do que no Colombo", disse.

Francisco Morato disse que "até ao anúncio das medidas do FMI (Fundo Monetário Internacional), havia muita procura para alugar lojas no Apolo 70 através do site" e que de momento, dado que não há espaços disponíveis "existe uma carteira de lojistas que estão em "stand-by" para se estabelecerem no centro".

O antropólogo disse que a crise trouxe uma quebra de 10% nas entradas dos shopping no ano passado, principalmente de mulheres, que "com menos dinheiro preferem não entrar nos centros comerciais para evitar compras compulsivas".