Economia

Portos de Lisboa, Aveiro, Figueira da Foz e Setúbal "completamente parados"

Portos de Lisboa, Aveiro, Figueira da Foz e Setúbal "completamente parados"

A greve contra a revisão do regime jurídico do trabalho portuário está a ter uma adesão de 99% em alguns portos, diz o vice-presidente da Confederação dos Sindicatos Marítimos e Portuários.

O primeiro balanço da greve no setor portuário convocada pela Confederação dos Sindicatos Marítimos e Portuários (Fesmarpor) revela adesão forte, estando os portos de Lisboa, Aveiro, Figueira da Foz e Setúbal "completamente parados".

Segundo declarações do vice-presidente Vítor Dias à Lusa, a adesão nesses quatro portos é de 99%, com apenas um trabalhador sindicalizado a não aderir. Os números estão "dentro do esperado", pois as greves no setor portuário costumam ter "uma adesão muito forte", declarou Vítor Dias.

A greve, que começou à meia-noite desta terça-feira se prolonga até às 8h de quarta-feira, foi convocada por causa das alterações do regime jurídico do trabalho portuário.

Atualmente, os trabalhadores dos portos fazem todo o tipo de tarefas até ao momento em que a carga é levada para o navio. Com as alterações, o Governo quer que os trabalhadores portuários façam apenas o trabalho a bordo.

"O que o Governo pretende é deixar sem ocupação cerca de 50 por cento dos trabalhadores portuários e ir buscar trabalhadores sem qualquer tipo de qualificação" para desempenhar as restantes tarefas, afirmou Vítor Dias, para quem a forte adesão à greve "demonstra o repúdio dos trabalhadores" perante as alterações propostas pelo Governo.