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Presidente do BPI justifica escalada dos juros com "tensão internacional"

Presidente do BPI justifica escalada dos juros com "tensão internacional"

A recente escalada das taxas de juro da dívida portuguesa para valores recorde é explicada pelo presidente do banco BPI, Fernando Ulrich, com a preocupação dos investidores relativamente às contas públicas de vários países europeus.

Questionado pelos jornalistas à margem do lançamento de um livro em Lisboa, Fernando Ulrich justificou que tal se deve "ao momento de tensão nos mercados internacionais", frisando que no caso específico português "há razões", mas que a subida das taxas também é explicada "pelas dificuldades sentidas noutros países europeus".

"Temos que ter calma e serenidade. Deixámos a situação derrapar durante muito tempo e agora temos de saber esperar", afirmou o banqueiro.

De acordo com Fernando Ulrich, "a discussão que decorre a nível europeu cria indefinição entre os investidores, que ainda não compreendem na totalidade o que está em causa", por isso, concluiu, "não há varinhas mágicas" que permitam desanuviar o sentimento negativo dos investidores sobre a situação das finanças públicas portuguesa.

No mercado secundário, o valor máximo atingido pelas taxas de juro da dívida soberana portuguesa a 10 anos foi de 6,92%, de acordo com os dados da agência financeira Bloomberg, ainda que a média diária seja mais baixa (6,733%).