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Quatro grandes bancos triplicaram os lucros

Quatro grandes bancos triplicaram os lucros

Mais comissões, menos provisões e juros mais baixos nos depósitos ajudaram o setor da banca a registar ganhos de mais de 1,5 mil milhões até setembro.

O ano passado ficou marcado pelo regresso aos resultados positivos por parte da Banca portuguesa. E 2018 é o da multiplicação dos lucros. BCP, BPI, Caixa Geral de Depósitos (CGD) e Santander Totta lucraram, no conjunto, 1,54 mil milhões de euros nos primeiros nove meses do ano. É mais do triplo dos 441 milhões obtidos no mesmo período de 2017.

A puxar pelos lucros esteve a evolução da atividade em Portugal, que tem vindo a ganhar peso nos resultados após os anos da crise. E alguns dos bancos que mais dinheiro pediram aos acionistas durante a crise indicam estar já em condições de recomeçar a pagar dividendos (ver ficha).

Os lucros gerados na atividade doméstica mais que quintuplicaram, passando de 181,8 milhões para mais de mil milhões de euros até setembro deste ano. Essa melhoria tem sido conseguida, regra geral, com a redução das imparidades e provisões, com a subida das comissões e com a melhoria da margem financeira.

Entre os maiores bancos falta ainda conhecer os números no Novo Banco em setembro. Esta entidade tem destoado do regresso à rentabilidade. Teve perdas de 231 milhões no primeiro semestre.

Na atividade doméstica, os bancos faturaram mais 82 milhões de euros em comissões, que representaram mais de 1,12 mil milhões de receitas. Além das subidas dos preçários os bancos estão a beneficiar de uma maior atividade comercial. O presidente do Santander Totta, António Vieira Monteiro, explicou que o banco teve de aumentar algumas comissões para fazer "o alinhamento com as práticas recentes de bancos concorrentes".

Já a margem financeira (a diferença do valor a que os bancos emprestam e o preço a que se financiam) aumentou mais de 170 milhões de euros para mais de 2,9 mil milhões. Apesar das taxas de juro ainda estarem em valores historicamente baixos, os bancos estão a beneficiar de custos de financiamento mais baixos.

O BCP, que apresentou resultados ontem, explicou a melhoria desse indicador com "a redução do custo do "funding, nomeadamente da diminuição do custo da dívida emitida e da tendência de decréscimo da remuneração dos depósitos a prazo".

Segundo os dados mais recentes do Banco de Portugal, a taxa média dos depósitos a particulares era de 0,13% em agosto, quase metade dos 0,25% oferecidos em setembro do ano passado.

CGD

O banco público lucrou 369 milhões de euros até setembro. E o presidente da Caixa Geral de Depósitos, Paulo Macedo, disse que era plausível dar dividendos aos Estado no valor de 200 milhões no próximo ano.

BCP

O banco liderado por Miguel Maya também tem vontade de recomeçar a distribuir dividendos em breve. Teve lucros de 257 milhões de euros até setembro.

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