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Pós-crise

Rendimento das famílias ainda 2% abaixo de 2008

Rendimento das famílias ainda 2% abaixo de 2008

A recuperação em Portugal ainda não foi concluída, tal como acontece em mais sete países da União Europeia, de acordo com um relatório da Comissão.

A recuperação de rendimentos pelas famílias portuguesas ainda tarda. Na média do euro, foram precisos nove anos para voltar à tona, e no conjunto da União Europeia, com a recuperação a acontecer dois anos mais cedo, as famílias já contam com mais 3,5% de rendimento do que antes da crise. Em Portugal, porém, o rendimento disponível das famílias fica ainda 2% abaixo do que era antes.

A reposição total de rendimentos pós-crise está por fazer em oito países da UE, aponta a Comissão Europeia no último relatório anual sobre o emprego e a situação social. Até 2017, a média de rendimentos crescia 3,5% nos 28, e 5% já em 2018.

O relatório de Bruxelas é publicado com a União a apresentar níveis recorde de emprego, com mais 13,7 milhões de postos de trabalho do que em 2014, e quando recuam os indicadores de desigualdade. Entre os mais pobres do bloco, os rendimentos crescem agora 4%, e as taxas de risco de pobreza estão a regredir - também em Portugal.

O emprego tem sido o grande fator de recuperação, indica a Comissão Europeia."O rendimento do trabalho tanto para trabalhadores por conta de outrem como independentes retomou o crescimento em 2014, principalmente devido à recuperação do mercado de trabalho".

Mas é a partir dos países do Leste europeu que se desenha uma nova ordem na distribuição de rendimento da UE, apontando a uma ligeira convergência. Países como a Letónia estão a ver crescer as suas classes médias, enquanto no Norte da Europa, em países como a Dinamarca, estas encolhem.

Em qualquer país da UE, a classe média é hoje mais de metade da população. Em Portugal, representa 56% da população, havendo 18% na pobreza e 15% de remediados. Os ricos constituem 10% do total. Nos dados de Bruxelas, a mediana de rendimentos portuguesa é, entre as que tiveram ganhos após a crise, a que regista o mais baixo crescimento, quase residual. Estava em 8875 euros anuais em 2017, ou 634 euros mensais.

Portugal é também um dos países onde a classe média mais manifesta dificuldades financeiras. São mais de 70% os que assumem insegurança na capacidade de fazer face às despesas, contra uma média de 53% da União Europeia.