Emprego

Salários dos políticos e gestores são os que mais sobem no país

Salários dos políticos e gestores são os que mais sobem no país

O salário médio líquido do grupo profissional dos "representantes do poder legislativo e de órgãos executivos, diretores e gestores-executivos" é o que mais sobe em Portugal.

O inquérito ao emprego do terceiro trimestre, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), quarta-feira, mostra que esse grupo de trabalhadores por conta de outrem passou a ganhar, em média, 1630 euros limpos por mês, cerca do dobro da média nacional que também subiu, para os 891 euros mensais.

Mas este grupo profissional de topo teve uma atualização salarial (homóloga, face ao terceiro trimestre de 2017) de 7,1%, o dobro do ritmo médio nacional.

O avanço salarial na classe dos políticos e chefes de topo está relacionado com, pelo menos, dois fatores. De acordo com o Ministério das Finanças (DGAEP), "a 1 de janeiro de 2018 iniciou-se o processo de descongelamento de todas as carreiras da Administração Pública" que permitem "alterações obrigatórias de posicionamento remuneratório, progressões e mudanças de nível ou escalão (...). Os acréscimos remuneratórios decorrentes dos direitos acumulados serão repostos de forma faseada em 2018 e 2019". O segundo fator é a eliminação gradual da sobretaxa do IRS, cuja última fase aconteceu justamente nos salários mais altos.

Mas o INE mostra também que existe um terceiro fator que estará a dar gás às profissões mais bem pagas. Ao passo que o emprego por conta de outrem total avançou 2,3% no terceiro trimestre face a igual período de 2017, o escalão salarial dos 3000 euros líquidos ou mais engrossou mais de 11%, tendo agora mais de 36 mil pessoas. A subida foi de uns expressivos 11,4%.

Geograficamente, o instituto indica que a maior progressão salarial média acontece na região Centro (mais 4,6%, para 850 euros) e no Norte (mais 3,5%, para 827 euros líquidos). Na região da grande Lisboa, a subida ficou ligeiramente abaixo da média nacional (mais 3,4%, até 1032 euros). No Algarve, a subida foi parecida (mais 3,3%, para 837 euros). v

Desemprego parou de descer

A taxa de desemprego nacional estabilizou nos 6,7% da população ativa, interrompendo assim um ciclo de descidas que durava há cerca de dois anos e meio.

Mau verão

para os jovens

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