Economia

Salvador Caetano entra no negócio dos aviões

Salvador Caetano entra no negócio dos aviões

O Grupo Salvador Caetano vai entrar no negócio da aeronáutica, através de um contrato, que deve ser anunciado esta quarta-feira, com a gigante da aviação mundial Airbus.

A empresa sedeada em Vila Nova de Gaia irá ser responsável pela produção de materiais compósitos. O negócio, cujo contrato terá uma duração de quatro anos, deverá render 50 milhões de euros.

A ponte entre o Grupo Salvador Caetano e a Airbus tem sido feita pelo Governo, através dos ministérios da Economia, da Defesa e dos Negócios Estrangeiros. O negócio tem sido mantido em quase absoluto segredo e apenas esta quarta-feira deverá ser oficializado, numa cerimónia em Lisboa.

Os materiais compósitos têm vindo a reforçar a sua presença na indústria aeronáutica comercial, por se tratar de uma tecnologia que reúne duas caraterísticas essenciais: a alta resistência e o baixo peso. Do que se trata, na prática, é de substituir materiais de alumínio por fibra de carbono.

A Airbus será, assim, a porta de entrada da Salvador Caetano neste novo setor de atividade. E as perspetivas que abre poderão vir a materializar-se num outro negócio, a breve trecho.

Ao que o JN apurou, há também conversações entre o grupo português e a empresa brasileira de aeronáutica Embraer no sentido de, num futuro próximo, esta multinacional deixar de importar materiais compósitos ao Brasil e passar a recorrer a este fornecedor português.

O Grupo Salvador Caetano empresa cerca de 6500 pessoas, distribuídas por Portugal, Reino Unido, Espanha, Alemanha, Cabo Verde e Angola.

Dedica-se a várias atividades de negócio. A mais conhecida das quais é a dos autocarros, mas desenvolve igualmente trabalho no retalho automóvel (em Portugal, Espanha e África), nos setores da náutica, energias renováveis e indústria.