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Só metade dos deficientes tem emprego

Só metade dos deficientes tem emprego

Há cada vez mais pessoas com deficiência disponíveis para trabalhar, mas só metade tem emprego. O acesso ao mercado laboral é um dos principais indicadores de inclusão social e os dados são desanimadores: em 2016, a taxa de desemprego de pessoas com deficiência era de 24,2%, quase dez pontos percentuais acima da taxa nacional (14,6%). As restantes nem sequer procuram trabalho.

"O mercado de trabalho levanta barreiras às pessoas com deficiência e mostra um grande desconhecimento das suas competências e capacidades", resumiu Paula Campos Pinto, do Observatório da Deficiência e Direitos Humanos, do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, de Lisboa.

A segunda edição do relatório "Pessoas com Deficiência em Portugal - Indicadores de Direitos Humanos" assinala que o número de pessoas com deficiência inscritas como desempregadas nos centros de emprego baixou 2%, em 2017 face ao anterior, mas nota que o desemprego total caiu 19%. A comparação é ainda mais desfavorável considerando o ano de 2011: o total de inscritos desceu 35%, mas o número de pessoas com deficiência cresceu 24%.

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