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Supermercados abrem ao domingo para satisfazer consumidores

Supermercados abrem ao domingo para satisfazer consumidores

Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição responde ao apelo do bispo do Porto, que defendeu o fim do trabalho aos domingos nos supermercados e centros comerciais.

O bispo do Porto aproveitou a homilia de Páscoa para denunciar o "novo esclavagismo laboral" que prejudica as famílias portuguesas, manifestando-se contra o trabalho aos domingos, sobretudo "nos supermercados e nos centros comerciais". Mas a Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) garante que é, precisamente, pelo bem-estar dos consumidores que as lojas estão abertas nesse dia.

"A liberalização dos horários é uma questão que importa a todos os setores de atividade económica, não sendo um exclusivo da distribuição", recorda fonte da APED. "Procura responder a uma dinâmica social que tem como base a proximidade, a conveniência e a diversidade da oferta, indo ao encontro das expectativas dos consumidores", nota a mesma fonte.

Sem deixar de sublinhar que "respeita todas as opiniões sobre o tema", a APED assegurou que "continuará a trabalhar em prol do desenvolvimento económico e do bem-estar dos cidadãos".

Ainda no início deste mês, o tema do impacto do trabalho aos domingos na vida das famílias esteve na ordem do dia, quando Domingos Barbosa, dirigente da Confederação de Comércio de Portugal, acusou o Governo de ser conivente com as empresas de distribuição. "Os governos vergam-se ao poder das grandes cadeias de distribuição e estamos a falar de família, de seres humanos, e o domingo faz falta ao bem-estar", comentou, durante um encontro de homenagem à Organização Internacional do Trabalho, em Fafe.

No mesmo evento, o líder da CGTP sublinhou que "trabalhar ao domingo é anormal e não faz sentido nos tempos que correm", sendo sintoma de "um problema da sociedade".