Aviação

TAP estima poupança de 30 milhões de euros em 2019 com renovação da frota

TAP estima poupança de 30 milhões de euros em 2019 com renovação da frota

A TAP estima uma poupança de 30 milhões de euros nos custos de combustível no próximo ano dada a renovação da frota, disse esta quinta-feira o administrador financeiro (CFO), Raffael Quintas.

"As 37 aeronaves [que chegam em 2019] têm já financiamento garantido, inclusivamente as que chegarão em 2020. Isso mostra o sinal de credibilidade da TAP", referiu o responsável, num encontro com jornalistas, em Lisboa, acrescentando que os novos aviões "têm uma economia de custo brutal".

"Nos A320 permite-se uma poupança de combustível de 20% [...] e nos A330 uma poupança de 10%. Se analisarmos a poupança por assento dá mais ou menos 15% a menos no combustível. No orçamento para o ano que vem são quase 3 milhões de euros na despesa com combustível", contabilizou o responsável da TAP, que recebeu seis aviões Airbus novos este ano e somará 71 até 2025.

Para o ano, a TAP indicou que serão anunciados mais destinos, dos 40 projetados para um período de cinco anos.

Este ano, foram divulgados 14 novos destinos como Washington e Boston (Estados Unidos), onde as operações vão começar em junho.

Em 15 dias e, para cada um desses destinos norte-americanos, foram já vendidos cinco mil bilhetes, informou hoje David Neeleman, acionista de referência através do consórcio Atlantic Gateway.

No encontro com jornalistas, o responsável precisou que a ligação entre Lisboa e São Francisco, também nos Estados Unidos, começará em 10 de junho e serão realizados cinco voos semanais. A bordo serão disponibilizadas mensagens escritas gratuitas, através de ligação de internet sem fios.

Na mesma ocasião, o presidente executivo (CEO) da TAP, Antonoaldo Neves, indicou que a empresa chegará este ano a uma marca histórica de 16 milhões de passageiros e que em 2019 o crescimento se situará entre os "10 e os 15%".

Antonoaldo Neves referiu ainda que, em 2019, o objetivo em termos de pontualidade "é de 70%, com a infraestrutura [aeroportuária] que se tem, mas poderia chegar-se a 90%, se houvesse investimento no aeroporto [de Lisboa]".

Este ano, a companhia estima ter um registo de pontualidade "perto de 60%".

Sobre contratações, o CEO informou terem sido contratados 240 pilotos e que vão integrar a empresa "até fevereiro/março" mais 80, numa média de 44 por mês.

"Hoje falta um pouquinho de pilotos, num volume que conseguimos gerir e não tendo cancelamentos", disse.

Questionado sobre a paz social na empresa, Antonoaldo Neves recordou faltar apenas chegar a acordo com o sindicato dos tripulantes de cabine, com quem tem havido compromissos "pontuais em diversos temas".

"Discutimos frequentemente dias de folga, questões laborais e temos uma agenda aberta. Não vejo porque não haja paz social. Temos acordos de cinco anos com os restantes sindicatos", resumiu o CEO, admitindo que houve, no passado, motivos de contestação por não haver tripulação para voar.

"Mas, hoje, há dias em que temos 100 tripulantes em assistência. Resolvemos problemas históricos, como questões das grávidas, e estamos a promover centenas de chefes de cabine e o caminho é positivo", disse.

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