Economia

Teixeira dos Santos diz que alterações se esgotam em 2010

Teixeira dos Santos diz que alterações se esgotam em 2010

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos justificou, esta quinta-feira, que os impactos que levaram a um défice de 2010 de 8,6% se esgotam em 2010.

Em conferência de imprensa, Teixeira dos Santos garantiu que "estes impactos da alteração metodológica fizeram-se sentir em 2010 e esgotam-se em 2010".

O governante justificou a revisão em alta do défice para os 8,6% com as mudanças metodológicas e garantiu que não estão em causa os objectivos de redução do défice para 2011.

Segundo o ministro, "a execução orçamental de 2010, de acordo com as regras que estavam definidas anteriormente, cifrou-se em 6,8% do produto interno bruto (PIB), um resultado que cumpriu as expectativas e decorreu de forma mais favorável do que prevíamos".

Teixeira dos Santos reconheceu que as alterações metodológicas, que afectam os resultados de 2010 tiveram a ver com a inclusão de três empresas de transportes e com a intervenção do Estado no sistema financeiro, nomeadamente nos casos do BPN e BPP.

O INE anunciou esta quinta feira a revisão em alta do défice para 2010 de 6,8% para 8,6%. Esta alteração deveu-se à incorporação nas contas nacionais das imparidades com o Banco Português de Negócios (BPN), que acrescentam um ponto percentual ao défice de 2010, 0,5 pontos percentuais provenientes das empresas de transporte e 0,3 pontos percentuais relativas ao Banco Privado Português (BPP).

Governo sem legitimidade para pedir ajuda externa

Teixeira dos Santos considerou ainda que "o Governo não está em condições para solicitar ajuda externa" e nem tem poderes para o fazer. "O Governo não tem legitimidade para negociar seja o que for", disse Teixeira dos Santos, que falava em conferência de Imprensa.

O ministro respondia a questões sobre o impacto da revisão em alta do défice de 2010 na credibilidade do país nos mercados financeiros internacionais.

Teixeira dos Santos disse que Portugal "está agora bem pior do que há uma semana", responsabilizando a oposição por não ter aprovado o PEC e disse que é preciso enfrentar "com grande estoicismo" as dificuldades.

"O Governo não é irresponsável", disse o ministro, frisando que o Governo "vai procurar todos os meios para garantir o financiamento do país".

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