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Têxteis do Ave esmagadas por escalada dos preços de tratamento de águas

Têxteis do Ave esmagadas por escalada dos preços de tratamento de águas

Em cinco anos, tarifa da Águas do Norte subiu 16%, sempre acima da inflação. Autarcas empresários, e associações vão reunir com Governo.

Os empresários do setor têxtil no Vale do Ave chegaram ao limite e não toleram mais aumentos do preço do tratamento de águas residuais impostos pela Águas do Norte, tutelada pelo Ministério do Ambiente. A escalada do preço acontece desde 2014 e, apesar de muitas empresas terem investido milhões para reduzirem os caudais de água a tratar para assim baixarem a fatura, o aumento da tarifa anulou os ganhos que podiam ter.

Entre 2014 e 2019, o preço por metro cúbico de água residual a tratar subiu de 56 cêntimos para 64 cêntimos, onerando em centenas de milhares de euros as grandes empresas do Ave. "É inadmissível que o nosso esforço permanente de redução de custos, para nos mantermos competitivos, esteja a ser sabotado desta maneira", disse Joaquim Almeida, da JF Almeida. O CEO da têxtil que emprega 600 trabalhadores é um de muitos empresários revoltados com a constante subida dos preços, que este ano foi de 4,1%, cinco vezes mais que a taxa de inflação prevista.