Economia

"Troika" dá nota positiva e Governo admite que desemprego "vai aumentar"

"Troika" dá nota positiva e Governo admite que desemprego "vai aumentar"

(Em atualização) O Ministro das Finanças, Vítor Gaspar, reconheceu, nesta terça-feira, que o desemprego vai continuar a subir em 2012 e no início de 2013. O governante anunciou que a avaliação da troika "foi positiva" e que vai ser apresentado um orçamento retificativo até final de março.

As declarações de Vítor Gaspar foram proferidas na conferência de imprensa do ministro para dar conta da terceira avaliação da "troika" ao programa português. Segundo o Governante, os credores - BCE, FMI e União Europeia - fizeram "uma avaliação positiva" ao cumprimento do programa e aprovaram o desbloqueamento nova tranche de 14,6 mil milhões de euros para Portugal, dos 78 mil milhões que foram concedidos.

O ministro das Finanças admitiu um cenário de agravamento da falta de emprego. "O desemprego vai continuar a aumentar em 2012 até ao início de 2013", disse o ministro das Finanças. Vítor Gaspar disse que a taxa de desemprego vai atingir os 14,5% em 2012 e diminuirá "apenas ligeiramente" em 2013.

A média prevista pelo Governo no Orçamento de Estado para 2012 era de 13,4%. No quarto trimestre de 2011 a taxa de desemprego atingiu os 14%, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O ministro das Finanças anunciou que o Governo reviu em baixa a sua previsão de crescimento para 2012 prevendo agora uma contração de 3,3%, tal como as mais recentes previsões da Comissão Europeia.

Na proposta de Orçamento do Estado para 2012, o Governo previa uma contração da economia de 2,8%. Apesar destas previsões, o Governo "mantém o objectivo de um défice de 4,5% do PIB em 2012", assegurou Vítor Gaspar.

Na ocasião, Vítor Gaspar anunciou a intenção do Governo em "apresentar um orçamento retificativo até final de março", que contempla "um reforço de 200 milhões de euros para o setor da Saúde".

Vítor Gaspar anunciou, ainda, que a venda do BPN estará concluída até ao final do mês de Março, e que o reforço do capital da CDG será feito sem recurso aos 12 mil milhões da troika ao dispor da banca.