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Economia

União Europeia admite abrandar austeridade para apostar no crescimento

União Europeia admite abrandar austeridade para apostar no crescimento

O comissário europeu dos Assuntos Económicos defendeu, esta quinta-feira, perante o Parlamento Europeu, em Estrasburgo, que a Europa já está em condições de abrandar o ritmo da consolidação das finanças públicas e focar-se em medidas para o crescimento e emprego.

Na apresentação, perante a comissão parlamentar de Assuntos Económicos, da "Análise Anual do Crescimento" publicada pela Comissão na semana passada - o documento que aponta as prioridades económicas de Bruxelas -, Olli Rehn afirmou que é necessário "prosseguir uma consolidação consistente das finanças públicas", mas admitiu haver espaço para um abrandamento da mesma.

"Reduzimos para metade os nossos défices nos últimos dois, três anos, e podemos agora permitirmo-nos abrandar o ritmo da consolidação", disse.

Segundo Rehn, o "balão de oxigénio" que esse abrandamento da consolidação proporciona permitirá à Europa focar-se "na qualidade das medidas amigas do crescimento", sobretudo ao nível fiscal e de reformas que impulsionem um crescimento que, observou, já está a regressar à economia europeia.

O comissário do euro disse que as previsões económicas de outono divulgadas na semana passada pelo executivo comunitário "mostram que a Europa está num ponto de viragem económico", com o crescimento a regressar, a Europa a entrar numa fase de retoma "e os Estados-membros gradualmente a corrigir os desequilíbrios que se acumularam antes da crise", apontando a propósito o exemplo de Portugal.

"Um reequilíbrio significativo está a ter lugar na economia europeia, com uma mudança para um crescimento mais assente nas exportações, como vemos por exemplo na Irlanda, Espanha e Portugal", afirmou.