Trabalho

Janeiro foi o segundo mês com mais emprego perdido desde 1998

Janeiro foi o segundo mês com mais emprego perdido desde 1998

Em apenas um mês, desapareceram 79 mil empregos em Portugal. Trata-se da segunda maior queda mensal da série do Instituto Nacional de Estatística (INE) que recua a 1998, apenas superada pelos valores de maio do ano passado, quando se verificou a destruição de 96,2 mil empregos, face a abril.

Os dados referentes a janeiro deste ano ainda são provisórios, mas indicam que o pós-Natal e fim de ano, com o novo confinamento semelhante ao da primavera de 2020, resultou numa quebra expressiva do número de empregados, seguindo uma trajetória de queda iniciada em dezembro, depois de seis meses de recuperação.

Segundo o INE, a estimativa de população empregada em janeiro ficou em 4687,2 mil pessoas, menos 1,7%, ou 79 mil postos de trabalho, que em dezembro. Pior do que este valor, só maio de 2020, após um mês e meio de confinamento.

Comparando com um ano antes, Portugal contava menos 169,8 mil empregos do que em janeiro de 2020, numa quebra do emprego que atinge os 3,5%.

A taxa de emprego (relação entre a população empregada e a população total em idade ativa) recuou para 60,2%, menos um ponto percentual que em dezembro do ano passado, e menos 2,2 pontos percentuais do que em janeiro de 2020.

Novos critérios

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O arranque do ano fica assim marcado pelo aumento homólogo da taxa de desemprego, com a estimativa a fixar-se nos 7,2%, mais quatro décimas do que em dezembro, revista agora em alta para 6,8%.

Com a publicação das estimativas mensais de janeiro, o Instituto Nacional de Estatística inicia uma nova série de auscultação do mercado laboral, com "algumas inovações".

"Uma das principais consiste no reforço da dimensão da amostra para garantir o cumprimento de critérios mais exigentes de precisão", indica o INE, que altera a idade de referência da população ativa para "16 aos 84 anos", quando antes se considerava "15 e mais anos".

Quem trabalha em exclusivo para autoconsumo na agricultura deixa de estar classificado na população ativa.

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