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Juros a 5 e a 10 anos estão a aliviar

Juros a 5 e a 10 anos estão a aliviar

Os juros da dívida portuguesa a cinco e a dez anos seguem,quarta-feira, a aliviar de máximos históricos, no dia em que o primeiro-ministro se reúne com a chanceler alemã e se realiza mais um leilão da dívida pública.

De acordo com a agência de informação financeira Bloomberg, pelas 08:45, os juros pedidos pelos investidores para transaccionar obrigações portuguesas a cinco anos estavam a negociar em média nos 7,054 por cento, abaixo de 7,231 por cento de terça-feira.

Os juros associados aos títulos a cinco anos da dívida portuguesa já negoceiam acima dos 7 por cento desde 17 de Fevereiro, depois de a 18 de Janeiro terem quebrado a barreira dos 6 por cento.

Já o 'spread' face aos títulos de dívida alemã (referencial para a Europa), ou seja, o prémio pedido pelos investidores para comprarem obrigações portuguesas em vez de alemãs, situava-se nesta maturidade nos 479,5 pontos base.

Na dívida portuguesa a dez anos, as taxas seguem nos 7,348 por cento, abaixo dos 7,450 por cento de terça-feira, situando-se o 'spread' face aos títulos de dívida alemã nos 430,7 pontos base.

Nesta maturidade, o máximo histórico dos juros foi atingido a 25 de Fevereiro, quando as taxas chegaram aos 7,545 por cento na média do dia.

Quanto aos seguros contra o incumprimento da dívida, pelas 08:41, os 'Credit Default Swaps' (CDS) da dívida soberana portuguesa a cinco anos aumentavam 3,5 por cento para os 578 pontos base, sendo Portugal o quarto país com os CDS mais elevados nesta maturidade.

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Os CDS são os títulos que protegem o investidor de eventuais riscos da dívida soberana, ou seja, são um seguro contra o risco de um país não ter capacidade de pagar o empréstimo.

Os juros seguiam hoje a aliviar no dia em que o primeiro-ministro português, José Sócrates, se vai encontrar com Angela Merkel, em Berlim, e em que o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público realiza mais um leilão de Bilhetes do Tesouro, com montante indicativo entre 750 e 1.250 milhões de euros.

José Sócrates reúne-se hoje com a chanceler alemã no meio de um debate sobre as novas regras do futuro mecanismo permanente de resgate, que divide não só os economistas, mas também os líderes europeus.

O Governo alemão tem sido o principal opositor de alterações ao atual e ao futuro mecanismo, mas a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu defendem a flexibilização do mecanismo para comprar dívida em mercado secundário -- algo que o BCE faz actualmente - a outros países que estão sob o foque dos mercados, como é o caso de Portugal.

A mensagem de apoio por parte da Alemanha será importante para dar confiança aos mercados financeiros, que continuam nervosos sobre a capacidade de Portugal pagar a enorme dívida que tem contraído para pagar o desequilíbrio das suas contas.

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