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Juros da dívida a 10 anos em novos máximos após acordo com a "troika"

Juros da dívida a 10 anos em novos máximos após acordo com a "troika"

Os juros exigidos pelos investidores para transaccionar títulos de dívida soberana portuguesa a 10 anos negoceiam em novos máximos históricos, um dia depois de os responsáveis pela "troika" terem apresentado o acordo para a ajuda financeira.

Às 09.52 horas, os juros exigidos pelos investidores para transaccionar títulos de dívida soberana portuguesa com maturidade a 10 anos negociavam, em média, nos 9,715% no mercado secundário, segundo a agência de informação financeira Bloomberg.

Este é um novo máximo histórico desde, pelo menos, a entrada de Portugal no euro, em 1999.

Já o 'spread' face à dívida alemã nesta maturidade atingia os 653,8 pontos base.

Na maturidade a cinco anos, os juros exigidos pelos investidores para deterem títulos de dívida soberana portuguesa negociavam nos 11,657%, ligeiramente abaixo dos 11,718% de quinta-feira, enquanto o 'spread' face aos títulos alemães com o mesmo prazo situava-se nos 910,3 pontos base.

A taxa de juros da dívida a dois anos situava-se nos 11,557%, também ligeiramente abaixo dos 11,567% de quinta-feira. Já o 'spread' face à dívida alemã estava nos 980,3 pontos base.

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, e os representantes do Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia, apresentaram na quinta-feira o acordo entre a "troika" e o Governo.

Portugal vai receber um empréstimo de 78 mil milhões de euros nos próximos três anos ao abrigo de um acordo de ajuda financeira, ficando obrigado a aprovar um conjunto de medidas para reduzir os gastos do Estado que abrangem diversos sectores.

A União Europeia vai contribuir com 52 mil milhões de euros e o FMI com 26 mil milhões.