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Juros dos depósitos sobem, mas banca paga quase quatro vezes menos que a Zona Euro

Juros dos depósitos sobem, mas banca paga quase quatro vezes menos que a Zona Euro

Depois dos avisos do Banco de Portugal, a remuneração média dos depósitos começou a subir. Apesar da tímida valorização, Portugal está na cauda da Zona Euro e os bancos não se comprometem com datas para nova atualização.

Os juros dos depósitos começaram a dar sinais de subida em Portugal, apesar de ainda estarem muito aquém da média europeia. Em outubro, a remuneração média dos depósitos, o instrumento de poupança de eleição das famílias portuguesas, passou de 0,05% para 0,24%. Esta é a taxa mais elevada desde novembro de 2017 e representa a maior subida mensal desde fevereiro de 2012, de acordo com os dados divulgados recentemente pelo Banco de Portugal. Ainda assim, olhando para os valores oferecidos pelos bancos da Zona Euro, os bancos nacionais pagam cerca de quatro vezes menos e a remuneração fica bem aquém da taxa de 1,975% da Euribor a três meses.

Olhando para os dados compilados pelo Banco Central Europeu (BCE), Portugal é o quarto país com a remuneração mais baixa dos depósitos (0,23%), só superando a Grécia, Chipre e a Eslovénia. E o valor situa-se quase quatro vezes abaixo da média da Zona Euro: 0,83%. Pelo contrário, os Países Baixos, França e Itália ocupam o pódio dos países com as taxas mais altas: 1,88%, 1,46% e 1,37%, respetivamente. Quando é que os bancos portugueses vão oferecer valores semelhantes? Contactadas pelo DN/Dinheiro Vivo, nenhuma das cinco maiores instituições financeiras se quis comprometer com valores ou datas.

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A baixa remuneração dos depósitos não tem, contudo, travado a aplicação das poupanças das famílias portuguesas neste instrumento, isto apesar de a taxa dos certificados de aforro ser mais atrativa. Em outubro, o montante de novos depósitos a prazo de particulares foi de 4726 milhões de euros, um aumento de 21% face ao mês anterior e de 38,6% face ao período homólogo. Do valor captado, 4205 milhões de euros foram aplicados em depósitos a prazo até 1 ano. No final de outubro, o stock total de depósitos e equiparados feitos junto dos bancos portugueses era superior a 180 mil milhões de euros, um valor bastante perto de máximos.

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