Economia

Líder da Martifer garante criação de 400 postos de trabalho nos Estaleiros de Viana

Líder da Martifer garante criação de 400 postos de trabalho nos Estaleiros de Viana

O presidente da Martifer, empresa que garantiu a subconcessão dos terrenos, infraestruturas e equipamentos dos Estaleiros de Viana do Castelo, garantiu a criação de 400 postos de trabalho e encomendas com a América Latina e África.

Em entrevista publicada no Diário Económico desta terça-feira, Carlos Martins explica que está a desenvolver parcerias com dois estaleiros fora de Portugal, um na América Latina e outro no Norte de África para construção e reparação naval.

Apesar de se escusar a revelar o montante das encomendas, o empresário adianta que com os novos contratos podem criar "mais de mil postos de trabalho num prazo de cinco anos".

"Estamos em fase final de novos contratos, que nos permitem uma carteira de encomendas confortável e que nos permite garantir de imediato a criação de 400 postos de trabalho", explicou ao DE.

Carlos Martins garante que vai "tentar recuperar o máximo de trabalhadores" dos Estaleiros de Viana porque "eles sabem da arte".

"Os que quiserem trabalhar connosco serão bem-vindos e pensamos que são a maioria", afirmou o presidente da Martifer, mostrando-se confiante que a questão dos 609 trabalhadores dos Estaleiros de Viana do Castelo "não seja difícil de resolver".

De acordo com Carlos Martins, as encomendas serão provenientes de fora de Portugal, apesar de continuarem a trabalhar para a Douro Azul, uma vez que quer colocar os Estaleiros de Viana "no circuito internacional de reparação".

O grupo Martifer anunciou que vai assumir em janeiro a subconcessão dos terrenos, infraestruturas e equipamentos dos ENVC, pagando ao Estado uma renda anual de 415 mil euros, até 2031, conforme concurso público internacional que venceu.

O empresário mostrou-se ainda esperançoso de que os estaleiros sejam rentáveis "logo no primeiro ano".

A nova empresa West Sea deverá recrutar 400 dos atuais 609 trabalhadores, que estão a ser convidados a aderir a um plano de rescisões amigáveis que vai custar 30,1 milhões de euros, suportado com recursos públicos.

Esta foi a solução definida pelo Governo português para evitar a devolução de 181 milhões de euros de ajudas públicas não declaradas à Comissão Europeia, no âmbito de uma investigação lançada por Bruxelas.

Ao longo de 69 anos de atividade, os ENVC já construíram mais de 220 navios, mas apresentam um passivo superior a 300 milhões de euros.

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